Tuesday, September 7, 2010

Ecobairro vai ser lançado em Salvador ainda este ano

Postado por Navii em 9 - junho - 2009


Experiência iniciada em São Paulo é baseada nos projetos das Ecovilas instaladas na America Latina, Estados Unidos e Europa


Projeto lançado em 2004, em São Paulo, o Ecobairro vai ser implantado em Salvador até final do ano pela OnG Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil. O Ecobairro é inspirado nas experiências das Ecovilas – comunidades urbanas ou rurais que buscam integrar vida social harmônica e estilo de vida sustentável. O Ecobairro pretende ampliar essa experiência com comunidades já instaladas, fortalecendo vínculo afetivo com o lugar, despertando o cuidado entre todos os seres. Para o presidente da OnG em Salvador, Raimundo Santos, é possível caminhar para uma vida sustentável fundamentada nos princípios da cultura de paz defendidos pelo Instituto Roërich desde início do século 20. O Ecobairro busca estimular a formação de redes de cooperação nos bairros. Além de informação e seminários sobre educação ambiental, o Ecobairro quer amplificar a visão de planeta integrado, onde todos dependem uns dos outros para garantir conforto ambiental e a sobrevivência da espécie. “O mundo que queremos deixar para as próximas gerações valoriza a noção de comunidades, esses agrupamentos humanos que prezam o cuidado com as pessoas e com o ambiente”, diz  a vice-presidente do Roerich  e uma das coordenadoras do Ecobairro, a professora e pesquisadora Ana Santos. Assim, no meio urbano, uma cidade mais solidária será resultado natural da consolidação de comunidades sustentáveis, anota Ana. O objetivo maior é resgatar o bem-estar e o vínculo com o lugar onde moramos na cidade.  “Se não conhecemos nosso bairro ou mesmo nossa rua, como poderemos trabalhar por eles e pensar em soluções criativas para problemas que afetam a todos?”, indaga a artista plástica Denise Noronha, diretora de artes do Roërich e nucleadora de cultura do Ecobairro. A intenção é formar agentes locais, capazes de construir seus próprios caminhos com autonomia, buscando o consenso nas decisões coletivas, conclui Denise.

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