Tuesday, September 7, 2010

Archive for setembro, 2009

“Prefeito prefere trocar postes cinzas por azuis do que rever PDDU”

Por Paulo Ormindo de Azevedo


O 460º aniversário de Salvador passou quase despercebido.
Realmente não há muito a comemorar.
Em 60 anos de “laissez-faire”, a cidade acumulou índices assustadores de compactação demográfica e veicular, concentração de pobreza, insegurança e destruição do meio ambiente, que apontam para seu colapso em curto prazo. A cidade possui hoje 4.172 habitantes por km², densidade superior à de Bombaim, segunda colocada. Para piorar, a urbe se transformou, por falta de política metropolitana, em dormitório e provedor das necessidades de 3,76 milhões de moradores da Grande Salvador. Camaçari, Lauro de Freitas, Simões Filho e Candeias juntas faturam receita igual à de Salvador, transferindo para esta o passivo de serviços e infraestrutura.
Seu déficit habitacional é de 100 mil habitações, das quais 80% são de famílias fora do mercado imobiliário. Para satisfazer aos 10% dos candidatos com renda superior a cinco salários mínimos, o novo PDDU consentiu que o setor imobiliário devorasse as entranhas verdes da cidade, a orla e os bairros consolidados.
Cerca de 35 mil novos automóveis e o dobro de motos são licenciados a cada ano. O metrô de Salvador, cuja construção dura seis anos, é dos mais caros do mundo. Terá 6 km, 6 trens e custará R$ 1,16 bilhão, se inaugurado em 2010. No Recife, o metrô foi construído em dois anos, tem 34,7 km, 25 trens, transporta 180 mil por dia e custou R$ 750 milhões, segundo H. Carballal (A TARDE, 23/3/09). Isto para não falar no impacto ambiental e déficit operacional.
As duas saídas rodoviárias da cidade, a Paralela e a BR-324, estão no limite e ainda se fala em construir uma ponte para Itaparica para trazer os caminhões da BR-101 para o nó do Iguatemi, em vez de construir um arco rodoviário. Isto quando Manhattan e cidades europeias cobram pedágios e proíbem a construção de novas garagens para evitar a entrada de mais carros. Em Salvador, alguns apartamentos centrais têm até seis vagas. Não há planejamento nem qualificação dos projetos públicos, que são oferecidos pelas empreiteiras interessadas, vide a ponte de Itaparica e o parque da Vila Brandão. A Sedham funciona como uma Defesa Civil, mais que um órgão de planejamento. As licitações são feitas em função do menor preço, ou seja, do pior projeto e menor tempo.
O desperdício é grande, viadutos são construídos e não servem para nada, as ruas são refeitas a cada inverno. O Pelourinho é recuperado todo ano. Os conjuntos habitacionais, sem serviços, são novas favelas, estão se desfazendo.
E vai-se implodir o parque olímpico da Fonte Nova, cujo laudo da Politécnica diz ser recuperável, para construir uma nova arena menor e um shopping, para dois dias de festa. O que acontecerá com a Copa, se chover, com a cidade alagada e parada como se viu há pouco? As questões ambientais têm o mérito de nivelar todos. Os condomínios fechados da Paralela foram invadidos por barbeiros, dengue, sapos, lagartos e cobras.
O senhor prefeito teve de mudar de casa e gabinete, mas prefere trocar postes cinzas por azuis do que rever um PDDU aprovado com 180 emendas de última hora. A classe média já não suporta os engarrafamentos e se tranca em torres e condomínios mistos de vida monástica, com celas, refeitório, oficinas, botica e orações televisivas no mesmo lugar. Considerada patrimônio da humanidade, Salvador mergulha hoje na mediocridade imobiliária. Fernando Peixoto lamentou a “paulistização” da cidade. Arilda Cardoso denuncia a perda de patrimônio histórico e verde.
Neilton Dórea constata: “Hoje, há uma arquitetura dependente… A maioria (dos arquitetos) é desenhador de uma vontade empresarial” (Muito, de 29/3).
Mas não devemos ser pessimistas. A sociedade civil se organiza em movimentos como “A Cidade Também é Nossa” e “Vozes da Cidade”, os ministérios públicos, federal e estadual, assumem o papel que lhes cabe. Não é desmatando, segregando e verticalizando que se vai resolver os problemas de Salvador, senão pensando grande e democraticamente, compreendendo que Salvador só tem saída na região metropolitana.
São estas questões que cidadãos, ricos e pobres, de Salvador querem discutir, antes que a cidade entre em colapso completo.

Paulo Ormindo de Azevedo - doutor pela Universidade de Roma, professor titular da Universidade Federal da Bahia e presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil - Deptº Bahia

Salvador ganha duas novas salas de cinema

Posted by Navii On setembro - 4 - 2009

Saladearte Cine Vivo é inaugurada, no Shopping Paseo Itaigara

Para quem curte assistir a bons filmes nas telonas, está aqui uma excelente novidade. Salvador ganha, a partir de sexta-feira (4), duas salas top de cinema. Localizado no Shopping Paseo (Itaigara), o cinema Saladearte Cine Vivo possui salas com capacidade para 115 e 60 pessoas.

Com sistema de som dolby digital, projetor digital, café e galeria de arte, que abre com exposição do artista plástico baiano Waldo Robatto, a Saladearte Cine Vivo exibe em sua primeira semana os filmes “Amantes”, “A Partida”, “Almoço em Agosto” e a estréia de “Uma Canção de Amor”.

Às quartas-feiras, os ingressos valem R$ 14,00 (inteira); às segundas, terças, quintas, sextas, sábados, domingos e feriados, o valor é de R$ 18,00. Clientes da operadora Vivo pagam meia-entrada em qualquer sessão. É esperar para conferir!

Fonte: Nublog

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meioagreste

Líder do Asa de Águia lança linha de bancos de couro

Posted by Navii On setembro - 2 - 2009

durvallelys

Mesmo dedicado à música, Durval Lelys nunca perdeu contato com a arquitetura, como demonstra nesse novo produto.


É com inovação e tecnologia que a W Automotive lança a linha de Bancos de Couro WDL. O nome é uma alusão a aliança firmada pela empresa com o cantor Durval Lelys, que desenhou os bancos e batizou a linha com a sigla.

O novo produto chega ao mercado de automóveis com um diferencial na sua composição, que levou dois anos para ficar pronta. A estrutura da WDL bancos automotivos foi definida após serem traçados projetos técnicos que incluíram a escolha da matéria prima e testes de resistência. Com investimentos de R$ 260 mil para criação e desenvolvimento dos bancos, a linha possui um design bastante arrojado, tanto que terá cores específicas para o público feminino.

O talento e o traço diferenciado de Durval Lelys fizeram a diferença neste projeto que tem foco para além do formato. Segundo o cantor, mesmo sendo mais dedicado a música, nunca perdeu o contato com arquitetura, tendo-a como um hobby. “Aceitei esse desafio porque sempre fui um usuário de banco de couro. Quando a proposta chegou e pude conhecer a seriedade, a qualidade, o profissionalismo do grupo W Automotive não duvidei que iríamos formar uma parceria de sucesso. Desenhei os bancos como se fossem para mim. Espero que as pessoas gostem”, diz Durval.

O sócio-diretor da W Automotive, Waldomiro Araújo, faz questão de alertar para a personalização que os bancos WDL conferem ao carro. “Este é um produto inovador, diferente de tudo oferecido anteriormente na indústria automotiva mundial. É a união entre o design de um arquiteto e artista famoso, e uma forte estrutura industrial que proporcionam um produto arrojado, harmonioso e confortável, para quem dá valor ao seu carro, deseja forma e desenhos únicos, com esportividade e diferenciação”, afirma Waldomiro.

As vantagens do novo produto vão desde a modificação dos bancos originais, luxo, durabilidade e espumas ortopédicas, além da evolução tecnológica e a conveniência de maior conforto, segurança e beleza garantem que o WDL será sucesso de mercado. Inicialmente a comercialização da nova linha será nas concessionárias parceiras em Salvador, Recife, Natal, João Pessoa e Fortaleza.

Para saber mais sobre a WDL e participar da promoção, que dará um banco de couro ao vencedor, visite o site http://www.bancodoseucarro.com.br/

Fonte:  Asa de Águia

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