Tuesday, September 7, 2010

Archive for agosto, 2009

Miguel Nicolelis: “Os sonhos movem a ciência”

Posted by Navii On agosto - 28 - 2009

nicolelis

Cientista convidado para a Aula da Inquietação, Miguel Nicolelis quebrou protocolos e emocionou o público de 2,5 mil pessoas que participou do encontro na UnB, Brasília.

De um encontro impossível com um hóspede inquieto, estudantes, professores e funcionários da Universidade de Brasília ganharam inspiração. Descobriram que probabilidades e improbabilidades podem falhar. Ouviram um respeitado cientista afirmar com veemência que a
mola propulsora da ciência e das transformações da sociedade nada mais é que o sonho.
Em quase duas horas de bate-papo com a comunidade acadêmica, o cientista paulistano Miguel Nicolelis arrancou aplausos, sorrisos e lágrimas das 2,5 mil pessoas que assistiram à segunda Aula da Inquietação, encontro que marca o início do semestre na universidade. Depois de ser ovacionado pela plateia enquanto o reitor José Geraldo
de Sousa Junior o apresentava, ele surpreendeu o público quebrando protocolos.
O paulistano de 48 anos decidiu se aproximar dos estudantes e professores aglomerados nas arquibancadas do Teatro de Arena. “Como hóspede inquieto, meu primeiro ato de inquietação será descer do palanque e conversar ao lado de vocês”, informou o chefe do prestigiado laboratório de Neuroengenharia da Universidade de Duke, da Carolina do Norte, Estados Unidos.
“Tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que o primeiro passo foi dado, vocês estão aqui, parabéns. A má é que essa era a parte mais fácil”, avisou. “O difícil começa agora: vocês entraram em um lugar que foi construído por brasileiros que não estão aqui, vocês representam sonhos de quem nunca poderá estar aqui. Humildemente, representando esses brasileiros, só espero uma coisa de vocês: que tentem alcançar o impossível”, provocou.
Nicolelis lembrou aos presentes que todos estavam diante de um acontecimento que, pensado em termos de probabilidades, jamais poderia acontecer. Gente dos mais variados estados – ele fez questão de perguntar onde nasceram as pessoas que ouviam atentamente a palestra –
reunida em uma cidade que foi considerada por muitos impossível de ser construída. “A probabilidade é zero, mas nós estamos aqui. A ciência nos ensina exatamente isso: não existe sonho impossível”, afirmou.
Alcançar objetivos, como ele mesmo lembrou, significa percorrer dificuldades. Nicolelis pediu aos alunos que não desistissem dos próprios sonhos diante das críticas ou das dúvidas de quem estivesse por perto. “As pessoas têm medo daqueles que continuam sonhando com o impossível. Se vocês tiverem medo, não tentem dissuadir o próximo que
quer seguir esse caminho. Mesmo o fracasso vale a pena. Rejeitem a mediocridade” , recomendou.

Por Roberto Fleury,

UnB Agência

REALIDADE – Nicolelis criou um Instituto Internacional de
Neurociências Edmond e Lily Safra em Natal, no Rio Grande do Norte. Apelidado de campus do cérebro, está trazendo de volta para o país pesquisadores brasileiros que viviam no exterior e ensinando às crianças carentes da periferia da cidade a beleza da ciência.
Na opinião do cientista, essa é a primeira geração que tem a
verdadeira chance de transformar o Brasil em exemplo para o mundo. “A ideia, que chamamos de Brasília Científica, foi considerada delirante. Agora, 1 mil crianças estão estudando em uma escola de ciência infanto-juvenil. Em breve, serão cinco mil e queremos chegar a um milhão”, contou.

“O primeiro mundo faliu em todos os sentidos -  financeiramente, eticamente e moralmente. O primeiro mundo agora é aqui e será construído por vocês, caso vocês optem por aceitar o desafio”, instigou. A plateia o aplaudiu de pé ao final da aula.
Leia mais sobre a Aula da Inquietação.

http://www.unb. br/noticias/ unbagencia/ unbagencia. php?id=2198

Belchior das Canções, por Paquito

Posted by Navii On agosto - 27 - 2009

Aqui reproduzimos texto emocionado e emocionante de Paquito sobre Belchior. O músico cearense que precisou sumir para ser lembrado pelo que é - um dos grandes compositores do país.

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belchior

Deu no Fantástico: Belchior sumiu. Para os mais novos, que não o conhecem das canções, ou sabem das canções, mas não sabem que são dele: Belchior, o cantor-compositor cearense sumiu. Aquele que dizia ser um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindo do interior. Dizem que apareceu num show de Tom Zé, ainda este ano, mas, depois, não foi mais visto.

Há dois anos, a ex-mulher não tem notícias, dois carros seus estão abandonados ou, pelo menos, estacionados sem que ninguém os reclame. Deixou dívidas. Eu nem vi a matéria na TV, peguei na página do portal Terra e pensei: Belchior já tinha sumido de nós há mais tempo. Não se falava dele nos jornais, na Internet, no que se chama a grande mídia. Precisou sumir pra que se falasse dele. Até parece história das presentes em suas letras, “feito aquela gente honesta, boa e comovida/ que caminha para a morte/ pensando em vencer na vida”.

Provavelmente, vão dizer que foi uma vítima do Sistema, será feito um documentário, e aparecerão os doutos dizendo que ele era um gênio incompreendido. Talvez elucidem o mistério, talvez não. Talvez a razão do sumiço seja bem prosaica, distante do nosso entendimento.

No entanto, suas canções, bem maior de um compositor, estão vivas e presentes na memória dos brasileiros que o ouviram cantar, e viam aquele hippie de vasto bigode, lirismo triste e combativo, e versos incomuns. Se alguém, de repente, começa a cantarolar “não quero lhe falar, meu grande amor/ das coisas que aprendi nos discos/ quero lhe contar como vivi/ e o que aconteceu comigo…”, é impossível não se lembrar da interpretação de Elis Regina, e de como aquela gravação se tornou um standard da música brasileira. As cantoras que vieram bem depois de Elis, como Daniela Mercury, gostam de cantá-la pra chegar perto do modelo de cantora que é Elis.

Tanto que há uma historinha que diz que Sandy, em uma data familiar, escolheu cantar, em homenagem aos pais, Como nossos pais, que é o título desta canção de Belchior. Imagino Sandy se dando conta do que diz a letra da música, no momento mesmo em que está cantando: “minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo que fizemos/ ainda somos os mesmos e vivemos/como nossos pais”.

A música de Belchior é a notícia mesmo de que o sonho havia acabado, contrapondo-se inteligentemente à alegria tropicalista: “nada é divino, nada é maravilhoso/ ao vivo é muito pior”. Há uma urgência em seus versos, e na sua interpretação angustiada, sanguínea, sensual, quase falada: “quando eu cantar/ quero ficar molhado de suor/ e, por favor, não vá pensar que é só a luz do refletor”.

E há – por que não? – uma nostalgia como no subtítulo de Mucuripe, “jovem também sente saudade”. A sessão de cinema das cinco, a camisa toda suja de batom. E uma canção alegre, Medo de avião, releitura de I wanna hold your hand, dos Beatles, e que ganhou uma outra melodia de Gilberto Gil, também bonita.

Estou lembrando dos versos e ouvindo as canções aqui na minha rádio-cabeça, aos pedaços, e tendo bem presente os instantes em que, adolescente, ficava fascinado por um verso que dizia “eu quero é que este canto torto feito faca corte a carne de vocês”. Há uns cinco anos, vi Belchior cantando essa música no programa Altas horas, junto com o Los Hermanos.

Das canções cujas letras ganham versões maliciosas e populares tem aquela que diz “aí um analista me comeu”, em vez de “aí um analista amigo meu”, que é a letra original. É engraçado, e não é pouco. Caymmi uma vez disse que seu sonho era ser um autor de algo que se perdesse no meio do povo. Aconteceu com ele, e, de certa maneira, com Belchior.

Esse texto não é e nem pretende ser um necrológio, pois não se sabe se Belchior morreu. Ele só sumiu, ou sumiu só. Mas eu sei onde ele anda: em suas canções imorredouras, vivas, presentes e, ainda e sempre, urgentes. Além, no Corcovado, quem abre os braços, é Belchior. Copacabana, o mar, as borboletas pousando entre as flores do asfalto, são Belchior, talvez cansado de nós, repousado de nós, infinito de nós.

Fonte: Terra Magazine

Evento começa sábado, 22, no Bahia Othon Palace Hotel.


Compreender a negatividade que bloqueia a evolução pessoal e a descoberta de atitudes que favorecem à transformação. Este é um dos objetivos do IV Encontro Regional “O Poder de Criar”, realizado pelo Instituto Pathwork Bahia, nos próximos dias 22 e 23 no Bahia Othon Palace. O evento vai ser aberto com palestra da psicóloga Rita Vinhático sobre “O Poder de Criar”, no sábado, 22, às 9h30. Série de oficinas conduzidas por especialistas do Pathwork vai tratar de questões como abundância, cura, vazio criativo, atividade e passividade, dentre outras, sempre vinculadas ao processo de autoconhecimento.

Além de Rita Vinhático, especialista em Gestalt-Terapia, o encontro vai trazer propostas da psicóloga Aidda Pustilnik, fundadora da Escola Dinâmica Energética do Psiquismo.

O Pathwork é um caminho de autoconhecimento e transformação pessoal fundamentado em palestras referentes à natureza psicológica e espiritual do ser humano. A viagem é para o universo interior em busca do sentido da vida.

Inscrições e mais informações 3240-6388, 3240-9646 e email: pathworkbahia@yahoo.com.br.

Programação:

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Sábado - 22 de agosto

9h – Abertura

9h15 – Harmonização

Eflyer - imagem Conceicao e Madalena.JPG9h30 – Palestra “O Poder de Criar” com Rita Vinhático

10h30 – Oficinas

- Quem mora dentro de nós. (Conceição Cedraz e Madalena Rodrigues)

- O movimento da vida – atividade e passividade. (Fernanda Nascimento)

- Vivenciando o dar e receber (Lúcia Portugal)

14h30 – Oficinas

- Minha vida, espelho meu… Sandra Bomfim

- Abrindo o portal da abundância (Ivone Nascimento de Seixas)

MarciaAlmeidafoto.JPG- O que de Você há em mim (Adriana Teixeira e Aline Rodeiro)

16h50 às 18h – Meditando no Poder Criativo – Márcia Almeida

Domingo, 23 de agosto

IracemaAndradefoto.JPG8h30 às 9h – Acordando o corpo.  Iracema Andrade

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9h – Oficina

- O vazio criativo.  Aidda Pustilnik

- 11h20 às 13h – Aceitação do próprio bem (Eloisa Campos e Fátima Macedo)

Inscrições e mais informações: 3240-6388 / 3240-9646 - Dagaz Eventos

pathworkbahia@yahoo.com.br

www.pathworkbahia.com.br

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Por Valdon de Miranda Leitão

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Mídia é a pronúncia inglesa que sintetiza mass media. A enorme importância que os meios de comunicação adquiriram na contemporaneidade não pode ser compreendida fora da conjunção entre sua inserção histórico-sócio-cultural por um lado e psicológico-subjetiva por outro.

A mídia faz parte ao mesmo tempo do mercado político e da mentalidade individual e coletiva na atualidade. Enquanto poder político, se diz independente e neutra na busca da justiça social e da transparência dos atos governamentais, mas noutra perspectiva mergulha fundo no psiquismo individual e coletivo para induzi-lo ao consumo compulsivo de toda espécie, inclusive da própria notícia.
O campo midiático é, na verdade, um sistema ideológico da classe dominante capitalista que Habermas na sua vacilação filosófica não definiu claramente, colocando-o no espaço potencial do argumento democrático. A sua atuação se dá no jargão simbólico da superfície dos fatos socioculturais porque a profundidade da mentalidade grupal é anulada pela indução do prazer imediatista sem reflexão.
O homem contemporâneo que não deve pensar, mas simplesmente consumir, é igualmente impedido de desenvolver sentimentos sociocomunitários pelo semelhante porque o conjunto do sistema comunicacional integrado socioculturalmente privilegia o individualismo narcísico do consumidor compulsivo.
A pretensão dos ideólogos midiáticos de neutralidade para o sistema comunicacional é completamente desmentida pelos fatos, enquanto que, facilmente se pode demonstrar sua ação danosa sobre a mentalidade coletiva. Evidentemente que existem aspectos positivos tanto na mídia convencional quanto na comunicação eletrônica e informacional (internet). A elite do Capital Global controla as organizações midiáticas em todos os países do mundo ocidental, enquanto o sistema eletrônico-informacional está sob o domínio do Governo dos EUA.
Atualmente, não é possível prescindir dessa engrenagem que penetra todas as dimensões da vida humana, desde a indústria, o comércio, os serviços, chegando ao psiquismo individual e inconsciente grupal. A teia comunicacional e informacional-eletrônica penetrou de tal forma no corpo do homem, a ponto de poder dispor, tanto da sua dimensão sensual quanto afetiva (amor-ódio), podendo instrumentalizar a política como mercadoria numa extensão jamais imaginada há cinquenta anos.
A sociedade civil-política iludida com a suposta neutralidade midiática não percebe o perigo da democracia unidimensional que, na essência é antidemocracia. A BBC de Londres, por exemplo, consegue na sua programação aparentar equanimidade de opiniões ao centro, direita e esquerda, mas no horário nobre predomina o pensamento conservador, enquanto na internet o domínio do grande capital em organizações tais como o Google é absoluto.
Qualquer tentativa de democratizar o sistema comunicacional ou por limites às infovias computadorizadas esbarra imediatamente na denúncia “atentado contra a liberdade de imprensa” ou “aprisionamento antidemocrático do mercado livre”. O governo de Cingapura, por exemplo, está tentando barrar os sites pornográficos e o Orkut, mas sofre grandes represálias na Organização Mundial do Comércio.
A competitividade destrutiva adquire no sistema comunicacional dimensão virótica, estimulando todas as formas de perversão. Não se trata de concorrer, mas destruir, não se trata de amar, mas possuir, não se trata de pensar, mas consumir, não se trata de falar, mas simplesmente gozar.
A política midiática parte do princípio de que “na panela do pobre tudo é tempero”, por isso mantém certo controle sobre o sistema comunicacional dos países ricos, enquanto no Brasil, por exemplo, toda sorte de porcaria pode ser veiculada (o Big Brother não deixa dúvida). O paredão que agora é roça se exprime no auge da estupidez aos domingos. Todo esse sistema quer impor ao País sua agenda moral e ética.
É urgente construir alternativas midiáticas como a TV Brasil e Telesur na América Latina, mas principalmente introduzir legislação que favoreça o controle do povo sobre a comunicação.

Fonte: Jornal O Povo

10/08/2009

A Ordem dos Músicos do Brasil nasceu morta

Posted by Navii On agosto - 11 - 2009

Por Tom Tavares

Na metade dos anos cinqüenta, começou a aparecer uma moçada fazendo um som diferente. Simples e direto. Em verdade, eram duas vertentes que surgiam: uma tocava o violão baixinho, cantava baixinho, fazendo um samba de um jeito diferente, de uma nova maneira, uma bossa-nova. A outra turma era um pouco mais barulhenta, mais expansiva, também menos requintada. Pegava a guitarra e, com alguns poucos acordes, construía o que musicalmente queria dizer: ensaiava os primeiros passos do rock’n’roll brasileiro.

Dizendo assim, parece que era, apenas, brincadeira de turma de bairro, de grêmio acadêmico, nada de muito conseqüente. Ledo engano. Aquela meninada do banquinho e violão virou a cabeça da geração zona-sul enquanto o rock’n’roll made in Brasil assumia lugar de destaque, principalmente nos bairros periféricos.

Quando isso aconteceu, os acadêmicos se indignaram. Perguntavam-se como uma turminha que mal fazia três acordes podia assumir a profissão. A profissão – pensavam eles – era pra quem sabia decifrar uma

partitura, registrar os sons no pentagrama. Ou seja: somente eles mesmos poderiam ser músicos, lendo e tocando o que estava escrito. Enquanto eles pensavam, as turmas da bossa e do rock ficavam cada vez mais famosas e ocupavam os programas radiofônicos chegando, assim, a todo o Brasil.

A coisa chegou a um ponto tal, que os músicos tradicionais letrados, ameaçados em seu campo e visando a clássica reserva de mercado, buscaram no Congresso Nacional um jeito de acabar com aquela – segundo linguajar da época – invasão da meninada travessa. Como no futebol, diante do perigo de gol, gritaram pro bandeirinha, requerendo a aplicação da lei do impedimento. E, conseguiram: no dia 22 de dezembro de 1960, o Presidente Juscelino Kubitschek assinou a Lei 3.857 que, no seu artigo primeiro, dizia: “Fica criada a Ordem dos Músicos do Brasil com a finalidade de exercer, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico.”

Ora, presidente JK, quem seria esse ser supremo capaz de selecionar, determinar, quem pode ou não pode ser músico? Quem teria autoridade para dizer se Armandinho Macedo – por não saber ler uma nota no pentagrama – pode ou não pode ser músico? Em quem avultaria tamanha autoridade para dizer se aqueles quatro cabeludos de Liverpool podiam ou não ser músicos, já que eles também não sabiam ler uma partitura?

Ninguém, eu respondo. Nenhuma banca examinadora do mundo. Nem Beethoven, nem Tom Jobim, nem Bach, nem Mozart, nem ninguém! Quem determina se alguém pode ou não ser músico é o público. Sim, exatamente. É o público quem decide se quer ouvir o artista X ou dançar ao som do Y. Só ao público cabe a escolha entre um show de axé e um concerto da Orquestra Filarmônica de Berlim. É também sua a prerrogativa de comprar o cd – seja lá do que ou com quem for – que lhe atenda ao gosto. Se o público gosta daquele músico, quer aquele como o seu músico, então, AQUELE é o músico.

A Ordem dos Músicos do Brasil – um rascunho mal desenhado de ópera bufa – não tem competência para cumprir, sequer, o que determina o primeiro artigo da lei que a criou. E, se nem a primeira ação que lhe justificaria a criação ela consegue praticar, chegamos à conclusão de que é natimorta.

Assim sendo, no dia em que teria nascido, 22 de dezembro de 1960, morreu a Ordem dos Músicos do Brasil.

Tom Tavares - Compositor, regente, radialista, professor da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia.

E-mail: tomtavares10@gmail.com

Pathwork apresenta: O Poder de Criar

Posted by Navii On agosto - 11 - 2009

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