Thursday, September 9, 2010

Archive for fevereiro, 2009

Ivete Sangalo segue campeã em veiculação local de TV com quase 16h de exposição

imagem-carlinhos
O músico Carlinhos Brown supera Ivete Sangalo no índice de exposição nacional em TV do Carnaval de Salvador. Pela primeira vez, Carlinhos dispara para o primeiro posto na visibilidade em TV no país com 4h53min no ar – maior parte na Globo. Desfilar e vencer o Carnaval do Rio pela Salgueiro ajudou catapultar o músico para o topo da mídia nacional. Só o canal a cabo Globo News fez especiais e várias entrevistas durante 3h20min com o músico do Candeal. Mas não apenas o desfile no Salgueiro transformou Brown em celebridade nas emissoras de TV. Suas performances mirabolantes e sua inquietação com modelos surrados o transformaram em peça diferenciada no rol dos signos da folia. Daí o interesse de produtores e consumidores dessa fábrica de celebridades de vida curta. No ranking de visibilidade em TV local, Carlinhos ficou em segundo lugar, atrás de Ivete, a poderosa do pedaço há mais de três carnavais.
Das pouco mais de 200 horas de transmissão pesquisadas em oito emissoras locais de TV ( Bahia, Band, Itapoan, Aratu, Educativa, Salvador, Globo News e Record News) entre quinta-feira, 19 e quarta, 25, Ivete aparece com quase 8% do total. São mais de 630 imagens sobre a artista em cerca de 16 horas de exposição – estão computados performances ao vivo, entrevistas, reprises e breaks publicitários. O tempo de Ivete é mais do total dedicado pela TV Itapoan ao Carnaval inteiro. No item publicidade, Ivete virou a predileta de empresas e instituições públicas, com 2h20min de inserções no papel de garota propaganda. Fez campanhas para cerveja, tintura para cabelo, suco, motocicleta, eletrônico e até para a Polícia Militar e Voluntárias Sociais do governo do Estado.
O levantamento foi feito pela Navii – Informação Inteligente, empresa de comunicação de Salvador que desenvolveu exclusivo sistema de pesquisa web e elabora clipping especializado de TV, rádio e jornais para artistas, políticos, profissionais, empresas e instituições. A empresa registrou imagens em alta definição de mais de 150 artistas e blocos do Carnaval, no maior banco de dados do período.

Chiclete é terceiro

O Chiclete com Banana, em terceiro lugar em exposição na mídia local, ficou 10h24min no ar, seguido pelo Ilê Ayê (9h44) Cheiro de Amor (9h36), Daniela Mercury(9h04) e Cláudia Leitte (9h01), as duas praticamente empatadas. Em nível nacional, o bloco de Bell Marques ficou em quarta posição (3h11), atrás do Cheiro de Amor (3h21) - este com razoável índice de chamadas publicitárias. Correndo por fora, a surpresa é a sambista Mariene de Castro, 18º no ranking local, com cerca de 4 horas de imagens – espaço até para “momento especial” na TV Bahia – e 33º no nacional. Mariene foi tema de abertura da programação do carnaval da TVE e destaque em várias inserções. A TVE, aliás, outra surpresa, transmitiu mais de 60 horas de Carnaval, garantindo espaço para blocos e artistas com pouca visibilidade nas emissoras privadas. Ilê Ayê foi um desses beneficiados. A emissora também dedicou bom espaço para o Filhos de Ghandy, bloco preferido do governador do Estado, Jaques Wagner. O Ghandy está entre os dez mais visíveis com pouco mais de 8 horas graças à TVE.

Cláudia é destaque na web

Num universo de quase duas mil matérias sobre a folia em Salvador, publicadas nos principais portais e blogs do país entre quinta, 19, e quarta, 25, 22,4% (443 matérias) citam Cláudia Leitte. Estão excluídas matérias replicadas em centenas de outras fontes, com menos de 500 acessos por dia. A cantora Daniela Mercury vem atrás de Cláudia com 13% do total de matérias na web. Ivete Sangalo, com 11,3%.

Ranking de TV - local:
1. Ivete Sangalo 15:49:59
2. Carlinhos Brown 12:22:27
3. Chiclete 10:24:37
4. Ilê Aiyê 09:44:44
5. Cheiro De Amor 09:36:07
6. Daniela Mercury 09:04:52
7. Cláudia Leitte 08:59:57

8. Filhos de Ghandy 08:38:23

Ranking TV - nacional
Carlinhos Bown 04:53:22
Ivete Sangalo 04:09:14
Cheiro De Amor 03:21:10
Chiclete 03:11:55
Cláudia Leitte 03:03:43

Ranking web - principais portais e blogs acima de 500 acessos diários
Cláudia Leitte - 443 matérias
Daniela Mercury - 250
Ivete Sangalo - 219
Chiclete com Banana - 123

Por Arthur Andrade

Navii - Clipping especializado de RTV,Web e jornais

claudialeitteCláudia Leitte bomba na web no período do Carnaval. Num universo representativo de quase duas mil matérias sobre a folia em Salvador, publicadas nos principais portais e blogs do país entre quinta-feira, 19, e Quarta de Cinzas, 25, 22,4% (443 matérias) citam Cláudia. Estão excluídas da avaliação matérias replicadas em centenas de outras fontes, o que só ampliaria essa marca. São vários os motivos para tamanha presença na web, mas sem dúvida o fato de estar na maratona carnavalesca um mês após ter tido filho despertou a curiosidade da rede – de quem produz e de quem consome. A cantora Daniela Mercury vem atrás de Cláudia com 13% do total de matérias. Ivete Sangalo, com 11,3%, ficou em terceiro. O levantamento foi feito pela Navii – Informação Inteligente, empresa de comunicação de Salvador que desenvolveu exclusivo sistema de pesquisa web e elabora clipping especializado de TV, rádio e jornais para artistas, políticos, profissionais, empresas e instituições.
Enquanto Cláudia bomba na web, Ivete ganha nas transmissões de TV locais. Das pouco mais de 200 horas de transmissão feitas por oito emissoras captadas pela Navii em sistemas digitais de gravação, Ivete aparece com quase 8% do total. São mais de 630 imagens sobre a artista em cerca de 16 horas de exposição – estão computados performances ao vivo, entrevistas, reprises e breaks publicitários. Contrariando rankings passados quando as cantoras ocupavam os primeiros lugares, este ano um cantor e compositor vai para o segundo lugar em quantidade de matérias e tempo de exposição. Carlinhos Brown bombou nas TVs locais com 12h22minutos de exposição. Em rede nacional, ficou em primeiro lugar (4h53min) com Ivete em segundo (4h09). Desfilar e vencer o Carnaval do Rio pela Salgueiro ajudou a levar o compositor de “Cadê Dalila” para o topo da mídia nacional no período. O canal a cabo Globo News, por exemplo, fez especiais e várias entrevistas durante 3h20min com o músico do Candeal. O Chiclete com Banana ficou em terceiro lugar em exposição na mídia local, com 10h24, seguido pelo Ilê Ayê, Cheiro de Amor, Daniela Mercury e Cláudia Leitte, as duas praticamente empatadas. No nacional, Cláudia Leitte aparece em 5º lugar. (Deu também na Tribuna da Bahia online - http://www.tribunadabahia.com.br/)

Pânico carnavalesco: sensação de ser a próxima vítima

Posted by Navii On fevereiro - 26 - 2009

Em resposta ao comentário “Eles” (postado na quarta-feira) a internauta Lucinha Carvalho argumenta sobre seu pânico no Carnaval, mas diz que graças a ele saiu deste com todas as bolsinhas intactas.

“Companheiro,

Só você que não pula carnaval desde a década de 80 ficou tão assustado diante da precaução! É a fobia momesca. Mistura da euforia do folião com o pânico de vítima. Já acostumei com a minha. Também não levo chaves (já perdi várias nos banheiros púbilicos): só levo o dinheiro que vou gastar dividido em duas bolsinhas dentro das peças íntimas (na hora de tirar já viu, né?); celular bem escondido lá também e máquina fotográfica, nem pensar!

Ando assim em todo Carnaval: assombrada com a possibilidade de ser a próxima vítima. Nem adianta o governo estampar nos jornais que a violência diminuiu sete e tantos por cento. O lobby dos blocos e camarotes é maior: segurança all inclusive, inclusive.

Só a colocação dos tapumes dos camarotes e das cordas dos blocos já põe abaixo a campanha do governo do carnaval de rua seguro. Tantos camarotes e tantos blocos fizeram A Tarde filosofar: o camarote é uma negação de si mesmo. Todo mundo quer participar do “maior carnaval de rua do mundo”, de camarote. Depois, ainda vem Sartre dizer que o inferno são os Outros, Eles, ora!

Pipoqueira convicta, detesto cordas, mas minha fobia me fez enfrentar este ano nos tapumes. Só saí de lá para ir atrás dos trios de Armandinho (ô, nostalgia!) e de Margareth.. Braços para cima, pulando no meio do asfalto… e… ao meu lado… todos Eles. E ao contrário de você, prezado amigo, cheguei em casa inteira, com todas as minhas bolsinhas. Quem sabe, sabe”.

Mariene faz último show do Santo de Casa em 2009

Posted by Navii On fevereiro - 26 - 2009

foto-manuela-cavadas-show-santo-de-casa2 A foto de Manuela Cavadas, captada em um dos shows do Projeto Santo de Casa, diz tudo sobre a capacidade de entrega de Mariene de Castro à  sua música.

O Santo de Casa retorna na sexta-feira, 27, a partir das 21h no Cais Dourado, no Comércio. É a última apresentação de Mariene no projeto, em 2009. No espetáculo, cantora traz como convidados Rita da Barquinha, Nicinha do Samba de Santo Amaro, Cortejo Afro e o DJ Patife. Ingressos a R$ 40 e R$ 20, à venda nos balcões Ticketmix e no local.

Bahia ganha blog com grife de Victor Hugo Soares

Posted by Navii On fevereiro - 26 - 2009

bahiaempauta1O jornalista Victor Hugo Soares é o editor-chefe do mais novo blog de jornalismo de Salvador. O Bahia em Pauta (www.bahiaempauta.com.br) chega com a proposta de divulgar e gerar análises sobre política, economia, cultura e comportamento na Bahia, prioritariamente. Mas eventos de peso internacionais também serão tratados pelo traço e sensibilidade  finos de Victor Hugo, profissional de passagem por grandes veículos (JB, Veja,  Globo, A Tarde, Terra Magazine) e secretarias de imprensa de governos e universidades.  O blog tem direção-executiva das jornalistas Cristina Guerra e Fernanda Dourado e da publicitária Laura Tonhá.  Com o Bahia em Pauta a web ganha reforço de credibilidade e criatividade no jornalismo.  A equipe da Navii tem certeza do sucesso desse novo empreendimento.

Marketing dos blocos não dá trégua

Posted by Navii On fevereiro - 26 - 2009

O marketing das estrelas do Carnaval de Salvador não conhece Quarta de Cinzas.  No último dia da festa, já estavam com peças publicitárias prontas nas emissoras de TV  para agradecer a associados dos blocos e aos foliões pelo sucesso da festa.  Na noite de quarta, horário nobre, Ivete divulgou clip de 60 segundos com o tema Dalila e o texto legenda. “Vocês fizeram o Carnaval das deusas”.  Bell Marques, do Chiclete, lançou um de 45 segundos agradecendo aos “camaleônicos” pela parceria nesses 20 carnavais. Até o ano que vem, fechavam as peças.  Os principais blocos já começaram a vender abadás para 2010.  Muitos turistas voltam para suas cidades com  boletos bancários para o próximo ano.  Eficiência, profissionalismo, agilidade.  Com esse trio, não há crise certa no horizonte.

E o prêmio bizarro vai para!…

Posted by Navii On fevereiro - 25 - 2009

Trabalhar no Carnaval tem suas vantagens.  Enquanto os outros gastam, quem trabalha ganha. Enquanto os outros se divertem, quem trabalha se diverte com a cara dos outros. Falo dos que trabalham em pesquisa  jornalística de TV e Web - o clipping especializado.  De tanto ver bizarrices, a equipe da Navii elaborou prêmios igualmente bizarros para os eleitos, nessa quarta de cinzas.

Disquete de ouro

Até o momento, Ricardo Chaves é mais uma vez  forte candidato ao disquete de ouro.  Disquete de ouro é o prêmio consolação para os campeões com baixa capacidade de processamento no Carnaval de Salvador.

Troféu mãozinha

O Na Pegada é candidato a bloco mais solitário do Carnaval.  A cantora gritava: levanta a mãozinha galera! Dois levantaram, nas imagens da TVE.

Troféu piroca completa

Todos os blocos patrocinados pelo banco completo.  Aquela peça fálica publicitária passou pelas mãos de foliões e foliãs com o mesmo… carinho.

Troféu Ponga

A cantora da Banda Mina, Mariana Assis. Onde havia estrela maior, lá estava ponga por trás.  Ponga atrás de Ivete, ponga atrás de Daniela. Ponga atrás de Saulo. Ponga atrás… Uma hora, ponga sai pela frente.

Troféu Poparacumpó

Duas músicas são candidatas. Cadê Dalila e Cadê Xoxó. Dalila todo mundo sabe. Xoxó, mais difícil, nem tanto. Só o refrão: “Xoxó ta aí, xoxó tá lá,  xoxó tá em todo lugar, xoxó tinha um pandeiro”.  Tecnicamente, Xoxó é um músico, grande batuqueiro, tocava seu timbau ano inteiro. Até que um dia, partiu. Óóóó!

Troféu Esperança

Pela persistência, a cantora Viviane Trípodi. Todo ano espera acontecer. Como não foi nesse nem no outro, será no próximo.

Troféu Carroça Andei

O bloco Alerta Geral. Aí de carroça andei, cumadi! Aí de carroça andei!  O bloco levou cinco horas do Campo Grande até a Piedade. Na vida real, uns dois quilômetros.

Troféu Carência

A todos os blocos carentes. Me Ama, Me Abraça, Me Beija, Me Liga… me trace, me chame de neguinha. Aí não, aí não.

Loja dá abadá em promoção na Quarta de Cinzas

Posted by Navii On fevereiro - 25 - 2009

Quarta-feira de Cinzas e a rede Ponto Frio, em Salvador, continua com publicidade no ar oferecendo abadá do Olodum e do Trimix. Compre e ganhe um,dois abadás e ingressos para camarotes.

Eles

Posted by Navii On fevereiro - 25 - 2009

Brincar o Carnaval não estava nos meus planos. Até que recebi um convite para um camarote estatal, na Barra. Os amigos insistiram. Tá, topei! Mal sinalizei com o “topei” despejaram a série de alertas. Não leve cartão ou talão de cheques. Documento, só xerox. Leve dinheiro trocado, miúdo, espalhado pelo corpo. Não, não adianta colocar no bolso da calça, eles metem a mão no bolso e você nem vê. “Eles?” Mas é melhor não ir de calça, ou melhor, não se usa calça em carnaval. Bermuda velha, abadá, você tem abadá?! Engraçadinho! Interrompi a lista de alertas para esclarecer. “Vou de calça”. Então, arranje uma bolsinha e amarre na cintura, por baixo da cueca. Sabe aquelas bolsinhas tipo kit brega? Mas não dobre o dinheiro porque faz volume e eles vêem. “Eles?” Eles, os senhores da festa. Ah! Durval, Saulo, Carlinhos? Por que não”elas”? E o que eles querem com meus trocados no kit brega por baixo da cueca?

Quando decidimos sair, novo alerta. Você vai levar a chave da casa? É melhor não. Deixe em algum canto, embaixo do tapete, atrás da planta. Nossa, até a chave da casa?! Ah! Também esqueça o carro. Nada de carro. Vamos de taxi. E assim pegamos o taxi. Reparei que o taxista nos olhou preocupado. E meus amigos olharam o taxista igualmente preocupados. Rádio Itaparica no ar, propaganda do Chiclete, de Bell, da loja de vinhos, da rádio. Som do Chiclete, de Bell. Ai fiquei sabendo que a Itaparica é de Bell, do Chiclete. Cultura do Carnaval. Saímos do Candeal às 22h. Chegamos na Barra quase meia-noite, depois de uns 20 quilômetros de rádio Itaparica. Na divisão do táxi, um drama. Todas as bolsinhas kit-brega expostas ali, naquela cena humilhante de cuecas pra fora.

Descemos na multidão do Chame-Chame (até a Barra seriam mais duas horas). Notei os amigos tensos. Comecei a ficar tenso também. Todos tensos. Paramos para pedir informação. O rapaz parecia embriagado. “ Vocês tão perdido… nós leva lá”. Gentileza fora de hora. Meus amigos desistiram e eu achei que o rapaz poderia ser um “deles”. Fomos atrás do camarote da Bahiatursa. Tudo free, tudo calmo, tudo gente fina por lá. Nunca fui num camarote. Também por isso aceitei brincar o carnaval. Depois de atravessar em zigzags multidões de bêbados, de turistas (os turistas parecem todos bêbados), de gente aos gritos, de índio branco, de branco preto, de malhados, tatuados e desafinados, chegamos. Meus amigos pareciam saídos do front. Você não viu? Passamos por vários deles. “Deles”?!

Desista de conversar no Carnaval. Tinha essa ilusão. Encontrei meu amigo Ernesto, também de calça. Arráá! Ernesto também devia estar com uma bolsinha kit brega na cueca! Mas lógico, não havia como conversar. O som do camarote da Bahiatursa era… era pra ser interditado pela Bahiatursa. Sabe aquela música chata (virou chata) de Gonzaguinha… “e a vida.. e a vida o que é diga lá mermão”. O cantor aos berros não acertava a letra. Aquilo sim me irritava. Pensei em voltar dali. Mas não, vamos ver pelo menos um trio passar. E começou a passar o trio do Nu Outro. Tomate, o cantor. Minha nossa! Como todos sabem que é raro tomate orgânico, sem agrotóxico… xapralá. Mas havia outro trio na linha de ataque. Até aquele momento, nada “deles”. Foi bom ter ficado pra ver o trio do Trimix, sem Tatau. O Trimix é aquele que arrastou 3 milhões de foliões, segundo o Correio. Mas que coisa fofa! O trio trazia uma banda de Goiás, os Cavaleiros Elétrico (elétrico, no singular). Deve ser brincadeira dos goianos com Trio Elétrico. Porque para eles, de Goiás, o certo seria Trio Elétricos. Como Trio Elétrico faz sucesso, resolveram criar os Cavaleiros Elétrico. Coisa fofa, nada. Misturaram música sertaneja Gospel com axé e carmens mirandas da Rua Manuel da Nóbrega. E os dois cantores de camisas listradas preto e branco! Vascooo!! E toda a banda de camisas listradas, vermelho e branco!! Wallyyy!! Pra mim era demais! Saímos do camarote de volta ao front. De novo meus amigos tensos, em zigzags. Cheguei em casa quase às 3h, exausto de brincar o Carnaval. Tirei a roupa, tomei banho e caí em sono. Foi quando, dormindo, lembrei do kit brega.

Sumiu!

Por Arthur Andrade

Recife faz Carnaval com poesia

Posted by Navii On fevereiro - 25 - 2009
A festa também invade a Quarta-Feira de Cinzas em Pernambuco.  O  Carnaval multicultural de Recife e Olinda só mudou no tempo de vida. No mais, mantém as tradicões das  manifestações populares do folclore nordestino. O carnaval consegue ser o mesmo por decadas. Ontem, o show do Cordel do Fogo Encantado nos deixou impressionados tanto pela qualidade sonora quanto pela quantidade de gente.  O show foi realizado em um palco alternativo, mas poderia ter sido no palco principal na cidade.  Tivemos que nos espremer, pior que encontro de trios em Salvador, felizmente sem brigas e sem batedores de carteira. Mesmo com muita euforia, durante o show todo mundo se entendia.  Em um dos momentos,  vi como o povo é orgulhoso de suas tradições. Gritavam Pernambuco, em coro.  Isso me fez lembrar um dos shows  de Mariene de Castro, ela mostrando elementos da cultura do Recôncavo baiano e o pessoal vibrando. Os novos sem conhecer e os mais antigos puxando da memória. Aqui no Recife o que é tradição é mais valorizado. Este ano, poucas atrações de fora. Mas enquanto tiver atrações locais o carnaval será lotado e alegre. Também fiquei impressionado com a qualidade dos shows do Mundo Livre e do Nação Zumbi.  Mas ontem, o Cordel fez o povão recitar poesia em coro.  Poesia!
Por Jean Vasconcelos, direto de Recife.

Globo quer Dalila como melhor música. Why?

Posted by Navii On fevereiro - 25 - 2009

O Arrastão de Carlinhos Brown e Ivete Sangalo reforça a overdose de  Cadê Dalila, nessa quarta-feira. Composição de Brown para Ivete, o tema  foi exaustivamente executado por vários trios, além da própria homenageada. Mas o impressionante é o lobby para a música de conteúdo misterioso virar tema do Carnaval. Apresentadores da TV Bahia(Globo) não escondem a preferência e convidam o público a votar. “Será que vai dar Dalila? Vocês acham que Dalila ganha?” É a enquete viciada que já indica a favorita - deles.  Além da turma da emissora, cantores como Durval Lélis e Márcio Vitor, do Psirico, insistem que Dalila seja a música do Carnaval.  Enquanto isso, a platéia do chão se mostra mais para os beijos na boca de Cáudia Leitte e para o amor flutuante de Bell Marques.  Ambas de conteúdo menos misterioso que Dalila.

TVE: Acertos e erros na maior ousadia do Carnaval

Posted by Navii On fevereiro - 23 - 2009

Não é Dalila, não é Fantasmão, não é o Kuduro. A maior ousadia do Carnaval de Salvador é a TVE. Afinal, 60 horas de transmissão da festa não são para o bico de qualquer um, sobretudo qualquer um sem a tecnologia no pico. Daí a ousadia. Mas é importante , também, destacar a vontade férrea em transmitir “a maior festa de rua do mundo “ armada para levantar a audiência. Por isso, bem ao estilo dos bons estrategistas, a emissora convidou a vizinha do lado para juntar máquinas e técnicos contra  os “adversários” comuns. TVE e TV Aratu fizeram o primeiro pool público-privado do setor em pleno Carnaval. Juntaram 300 profissionais, caminhões, mesas de edição, milhares de metros de fios, luzes, câmeras e ações nos três circuitos da maior loucura de estilos do mundo. Alguém vai desqualificar a iniciativa. Alguém vai visualizar interesses políticos, sucessão em 2010, articulações bem e mal passadas. Alguém mais vai questionar a razão do pool e a determinação em entrar na batalha pela audiência. Ora, tolice é achar que emissora pública não busca audiência. Busca sim. Não é muito bom falar do passado, mas houve um tempo em que falar em audiência nos bastidores da emissora do Irdeb (Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia) era, no mínimo, politicamente incorreto. Audiência é para os outros, não para nós – cansei de ouvir. Buscar audiência implica em abrir mão da qualidade, era outra bobagem repetida pelo passado. Entre 1982 e 1986, a outra emissora do Irdeb, a Rádio Educadora, chegou a 3º lugar de audiência. Mas nós queríamos o primeiro. E a Educadora só tocava música brasileira e tinha 5 quilos na antena – contra 25, 30 das outras! E chegou a terceiro lugar. A equipe evitava falar em busca de audiência, mas trabalhava para isso também. Quando a emissora mudou no “governo da mudança” - perdeu audiência porque mudou demais - voltaram ao discurso da derrota: “Não precisamos de audiência”. Precisa, sim. Precisa encontrar a linguagem para chegar a mais gente possível, para mostrar a cara sem vergonha. E o Carnaval é uma das ocasiões mais propícias para mostrar essa cara. Mesmo errando. A transmissão está repleta de erros. Erros hilários até. A apresentadora chama a repórter na Barra. A repórter entra e chama a apresentadora de volta. A apresentadora devolve a bola para o Campo Grande que não entra. Quando entra a imagem, o áudio está na Barra. Ou imagem na Barra, áudio no Pelourinho. O diretor do Irdeb, o cineasta Pola Ribeiro, deve arrancar os fios da barba e o resto dos cabelos com as barbeiragens. Mas calma Pola, toda ousadia tem seu preço, seus erros e suas noites mal dormidas. Mas uma hora a turma toda acerta. É só uma questão de tempo e de ajustes para os próximos carnavais.

Por Arthur Andrade

Dalila? A de lá? Ou a de cá? Eis a questão.

Posted by Navii On fevereiro - 23 - 2009

Lembram-se daquela antiga propaganda: “A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos…” Ah! Analogia existe pra isso. Para se associar idéias. Prefiro achar que a letra de Dalila seja realmente um código secreto. Talvez ela faça analogia ao sucesso dos tempos das marchinhas (“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?”). Sansão, embora vivesse na Palestina de então (a mesma de hoje?) era hebreu. E, Dalila, a sedutora, filha de Gaza, era uma filistéia. Amor e traição. Deu no que deu, cortaram a cabeleira de Sansão, e ele ficou sem forças. Mas sua fé o ajudou a recobrar os ânimos musculares, e derrubou o templo de Dagon. A música passa longe dessa história o que a torna mais suspeita de estar codificada, pois é mais fácil entender a paixão de um hebreu por uma filha de filisteus do que compreender se a Dalila do Carnaval da Bahia vai chegar ligeiro. Ivete bem que tenta fazer a galera entender, com sua voz e sedução dalilanianas. Mas não se entende tão ligeiro assim. Isso é um prato cheio para a CIA, embora com o Bará no comando os métodos talvez tenham se abrandado. Vale dizer que é melhor admitir que a Dalila daqui não é a mesma Dalila de lá. Entenderam? Nem eu.

Sherlock

Navii: a nova opção de clipping digital do mercado

Posted by Navii On fevereiro - 23 - 2009

Música de Carnaval precisa de letra?

Posted by Navii On fevereiro - 22 - 2009

Letra é que o menos importa. E música de Carnaval precisa disso?  Nessa linha, dois temas devem entrar para os anais das inutilidades poéticas da festa, ambas de efeitos tribais devastadores junto à galera. Porque galera não é feita pra pensar, mas pra sacudir as mãozinhas. Isso em qualquer época. Os temas são Beijar na Boca e Dalila. Duas musas, vozes poderosas de timbres semelhantes, disparam do alto dos trios. Cláudia Leitte (quente) e Ivete Sangalo.  Ambas lindas, pernas lindas. Ivete, aliás, tema de extensa matéria na Globo. Sobre as pernas. As pernas de Ivete. Já Cláudia é tema do Fantástico por causa do leite. O  leitte de Cláudia,  próximo lançamento da Garoto.  No foco das matérias, o externo, o superficial, o baticun, o bumbum, o pernum, o barrigum. Mas conteúdo, pra que conteúdo? Numa colaboração com a galera, eis as letras, para interpretação livre.

Beijar na Boca

Eu estava numa vida de horror /Com a cabeça baixa sem ninguém me dar valor/ Andava atrás (tchururu) da minha paz (tchururu)/Agora que mudou a situação/ Choveu na minha horta vai sobrar na plantação/ Deixei pra trás (tchururu), pois tanto faz (tchururu)/ Eu quero mais é beijar na boca/Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)/Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente… pra sempre.

Tem segunda parte, mas… tem certeza que vale a pena? Tá bom.

Já me livrei daquela vida tão vulgar/ Me vacinei de tudo que podia me pegar/Corri atrás (tchururu)/Quem tenta faz (tchururu)/Eu ando muito a fim de experimentar/Meter o pé na jaca sem ter que me preocupar/Eu quero mais, mais, mais, mais../ Repete o refrão.

Pronto! Acabou.

Dalila

Vai buscar Dalila… vai buscar Dalila ligeiro/ Vai buscar Dalila… vai buscar Dalila ligeiro/ ligeiro, ligeiro, ligeiro…./Hem hem hem hem oooooo/Hem hem hem hem oooooo/Eu vi (vai levando)/Esse povo é VIP (vai levando)/O futuro existe (vai levando)/Ninguem é triste (vai levando)/Eu vi (vai levando)/O trio não pára Dodô (vai levando)/Batuqueiro não pára (vai levando)/O amor não pára/Hem hem hem hem oooooo/Hem hem hem hem oooooo/.

Ivete é otimista. Diz que a música (e a letra) vem anunciar um Brasil do futuro.  Falou!!

Por Arthur Sheran

Saiu sem pensar, passou pela revisão

Posted by Navii On fevereiro - 21 - 2009

tatau-e-os-milhoesO Carnaval tem gerado cenas, frases e textos incríveis feitos no calor da alegria ou no bode do cansaço.  A equipe de clipping da Navii selecionou alguns instantes significativos desse estado de loucura em que mídia, vips e nem tão vips descambam nesse período.

Na votação de sábado, primeiro lugar para legenda do Correio da Bahia sobre Tatau e o bloco Trimix.

“Tatau entrou na Barra no primeiro dia de Carnaval cantando um dos hinos da folia baiana “Chame gente” e arrastando três milhões de foliões no bloco Trimix”.

Ficamos imaginando o trabalho insano dos cordeiros tentando proteger 3 milhões de foliões do que sobrou da cidade. Isso sem falar no tamanho da corda, do circuito e do trio.  O super Trimix entraria no circuito Feira de Santana - Salvador com uns 1000 caminhões replicadores de som.  Maravilha! Tatau e seus empresários sairiam bilionários do Carnaval, mas afundariam a festa. O  que seria do Chiclete, Ivete e Daniela?  Mas, enfim, o Trimix provocaria a tão sonhada reformatação da festa com o espichamento dos circuitos para dentro das casas.

Ficamos imaginando cenários surreais e concluimos que o texto do redator foi apenas um ato falho,  saiu sem pensar, passou pela revisão.  Acontece.

Por Arthur Andrade

Luzes da ribalta: cidades serão apagadas no dia 28 de março

Posted by Navii On fevereiro - 20 - 2009

Além do Rio de Janeiro, Atenas, Buenos Aires, Edimburgo, Nova Iorque e mais 170 cidades de 62 países vão apagar luzes na luta contra o aquecimento global.

O WWF-Brasil lançou no Rio de Janeiro o movimento Hora do Planeta, marcando a entrada do país em uma ação mundial para mobilizar um bilhão de pessoas em mais de mil cidades, em todo o planeta, em torno da luta contra o aquecimento global. A Prefeitura do Rio anunciou adesão oficial da cidade ao evento.A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, apagando as luzes de casa, de monumentos, prédios públicos entre outros, por 60 minutos a partir de 20h30 do dia 28 de março. Este gesto simples tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Além do Rio de Janeiro, foram anunciadas ontem as participações de Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta. Mas estamos só começando! O World Wild Foundation-Brasil espera, ainda, a adesão de outras cidades brasileiras.

Alerta Geral com Mariene, Dudu e Arlindo

Posted by Navii On fevereiro - 19 - 2009

O samba de Mariene de Castro, Dudu Nobre e Arlindo Cruz  abre o Carnaval de Salvador, no Campo Grande, nesta quinta-feira de Momo, 19. A partir das 21h, os artistas saem no trio do Alerta Geral, bloco que traz para o circuito o que há de mais interessante na atual música brasileira. O samba volta a ocupar espaço no cenário. Enquanto há um visível e “sonoro” esgotamento de fórmulas repetidas, o samba se recria a partir das tradições dos velhos sambistas e da cultura do Recôncavo baiano. É exatamente nessa fonte que Mariene  bebe há 13 anos, resistindo bravamente à fórmulas do sucesso-a-qualquer-custo.  A explosão de alegria do projeto Santo de Casa, com o Cais Dourado sempre lotado às sextas, e o sucesso do último Domingo no TCA - quando Mariene gravou seu primeiro DVD - referenciam o trabalho da cantora nascida em Salvador mas com DNA na cultura rica do interior baiano.

Sorveteria da Ribeira tem um sabor impagável: a gentileza.

Posted by Navii On fevereiro - 17 - 2009

sorvetedaribeira1O senhor Francisco Lemos, novo proprietário da tradicional Sorveteria da Ribeira, tem uma fórmula que o mundo competitivo parecia ter engolido. A gentileza. Felizmente, isso não aconteceu com ele. Sua atenção vai além da obrigação profissional do bom atendimento. Ele tem o chamado algo mais: a receita natural da simpatia. Sabe cativar as pessoas. Com sorriso franco, gestos espontâneos e com amor ao seu ofício.

Sempre que recebo visitas em casa, costumo aproveitar para satisfazer uma vontade pessoal. E, na medida do possível, presentear os visitantes com uma das delícias deste verdadeiro Patrimônio Cultural da Bahia. Minha fórmula jamais falhou. O Sorvete da Ribeira aproxima as pessoas. E torna essa experiência inesquecível.

Sábado, 14, quase volto de lá frustrado. O que não aconteceu graças à gentileza do senhor Francisco. Ao perceber que não fui atendido no caixa pelo fato de, no momento, a sorveteria não operar com cartões de crédito, ele voltou-se para mim e minhas convidadas e disse: “Não tem cartão, mas tem sorvete!”

Fomos salvos por esse sabor impagável: a gentileza. Senhor Francisco fez questão que saboreássemos o sorvete que quiséssemos. Por sugestão dele fui apresentado ao sabor do Biribiri. Uma fruta da caatinga baiana. Prova deliciosa de que o Criador dotou essa terra de frutos abençoados. Com aroma levemente agreste, meio azedinho, é um prazer que vem direto do Paraíso para a Ribeira. Como a atenção do senhor Francisco.

Por Zé Armando Nogueira

Mariene: do brilho no TCA ao temaki no Yoko

Posted by Navii On fevereiro - 17 - 2009

O show de Mariene no TCA foi um dos mais emocionantes que vi até hoje. Incluo nessa lista poucos shows – Chico e Caetano, João, Milton…uns poucos. Falo de shows que me fizeram chorar. Ao meu lado, uma senhora idosa, 70 anos, chorava de dar dó. Logo, eu não estava só naquela cena de soluços típicos de filmes como Piaf. Aquela senhora ao lado também não era do tipo tiete, sem critérios. Falava bem, era diferenciada, professora universitária aposentada. Chorava contida, mas lágrimas de criança. Na platéia, aquele público simples, de roupa simples, muitas mulheres de Candeias, Coutos, gente de várias idades, crianças, adultos, idosos. Todos na sala principal do TCA!! Homens saídos das ruas de Plataforma ou de prédios do Cabula, gente que parecia adepta do dominó na esquina e das briguinhas por futebol. Que platéia incrível, educada, respeitosa, silenciosa. Não houve qualquer sinal de tumulto, de fura-fila, de falta de civilidade. Precisamos rever conceitos sobre a educação do povo. Quando ele tem acesso,  dá show. Mariene possibilitou isso. O TCA possibilitou isso.

Fizemos o making off para um projeto de divulgação da artista. Entrevistamos o público. A fila começou a se formar às 4h30 da manhã. Conversei com a primeira da fila, uma senhora de 68 anos. “Cheguei antes da guarda municipal”. Mora no Canela. Deixou um bilhete para o marido na porta da geladeira: “Seu almoço está pronto. É só esquentar”. E saiu pra fila. Outra senhora, 75 anos, dona Rosa, aliás, Tia Rosinha “pode me chamar assim” me abraçou, acariciou e beijou meu rosto. Cabelos totalmente brancos. Filha de portugueses, casada com um “homem maravilhoso que deixei dormindo em casa”. Branquíssima mas sangue de negro, sangue de baiana. “Adoro Mariene, não sei o que é.. ela tem uma coisa…não sei explicar. Deve ser a alegria”. Chegou às 5h da manhã.

Mariene levou as crianças do projeto de Coutos para o palco. Umas 50 crianças. Sumiu entre os meninos vestidos de cangaceiros, pescadores, baianas, passistas de frevo….Levou Rita da Barquinha e dona Nicinha de Santo Amaro, com seus vestidos imensos, engomados e brancos de doer. Rita da Barquinha improvisou onde não poderia improvisar. E transferiu a barquinha para a cabeça de Mariene. Como pesava! E Mariene levou as ganhadeiras de Itapoan, vendendo lelê, milho assado, amendoin… Olha a petitinga!!! Numa coreografia sincera de matar de inveja a turma do eficiente Balé do TCA.

A minha garganta travou quando ela parou o show e chorou de emoção escondida. Virou-se para o público não ver. Mas todos viram. Chorei de novo quando ela anunciou que estava ali, naquele momento, realizando um sonho que era levar as pessoas simples para a sala principal do TCA…e juntos gravar o “meu primeiro DVD”. O público levantou aos gritos. O diretor de TV, Pico Garcez, velho de guerra,  homem aparentemente seco, parou de olhar os monitores e levou as mãos aos olhos. Se arrepiou.

Foi um dos shows mais fantásticos para amigos que viram shows na Inglaterra, Espanha, Rio, São Paulo… Som maravilhoso, alta qualidade. Luz impecável. Cenário feito por um cenotécnico – Mariene não tinha dinheiro para cenógrafo. O rapaz trabalhou dois dias sem dormir. O resultado….nossa!!! Os músicos sincronizados, perfeitos, todos com “ear” – sintonizadores comandados pelo diretor de TV. Mariene também com um. Seguia ordens, faça isso, pare aí, chegue mais… olha a luz… volte pro centro, saiu da área de luz.

Graças a Deus, disse ela, não via nem ouvia o público direito. A luz forte não deixava ver. Ouvia apenas pelo retorno do microfone. E ainda assim, chorou de emoção. Imagine se tivesse visto cada expressão, a emoção de Tia Rosinha, de Beatriz de 11 anos e de sua mãe, Ana Paula, uma negra gordinha e levíssima.. A emoção de Julio, um suíço branquelo de óculos redondos que chegou de viagem na sexta e já estava às 5h30 do domingo na fila pra ver “Marrienne des Castrô”.

Ontem ela nos convidou para brindar. Disse a ela que não sou tiete, porque tiete não pensa. Mas que fiquei preocupado com meu “espírito de tiete”. Ela riu: deixe rolar. Rimos juntos, ela comendo temaki no Yoko. Depois, dividimos a conta, ela pagando mais porque comeu mais. Tomara nunca perca esse espírito solidário e sincero de brindar e comer temaki e de fazer shows como esse memorável do dia 15 de fevereiro de 2009.

Por Arthur Andrade