Para ex-deputado Emiliano José (PT-BA) macrobiótica o libertou da ditadura da alopatia
Entre os tantos casos de pessoas “enfim livres” da ditadura dos remédios, o ex-deputado Emiliano José (PT-BA), assessor especial do governador Jaques Wagner, tem história exemplar. Há cerca de um ano, Emiliano era 10 quilos mais gordo, ansioso, hipertenso, quadro de diabete, rabugento e às voltas com uma dezena de remédios de tarjas distintas - cada um para aliviar os efeitos nocivos do outro. Insônia, dor de cabeça e dois celulares simultâneos. Vida infernal. Enfim, pediu socorro. Um amigo, com histórico semelhante, o convenceu a tentar a macrobiótica. Um ano depois, Emiliano José se livrava da hipertensão, suspendia todos os medicamentos e perdia a gordura de sobra. Algo em torno de 10 quilos. Foi o suficiente para deixar as pessoas preocupadas com sua saúde. “Como você está magro! É o que ouço por todo canto, como se estivesse enfrentando algum problema”, relata. Neste momento, está discutindo se volta a tomar o remédio para diabetes. “Não voltei a tomar ainda. Estou tentando caminhos naturais de enfrentamento, o que não parece fácil”, observa. Hipertensão, não mais. Foi o médico amigo, grande cardiologista, Antônio Nery, que o examinou, fez teste de esforço e garantiu: “Você não é mais hipertenso”. Ele já havia eliminado o remédio para hipertensão, independentemente do diagnóstico, atendendo orientação de Walter Hanashiro, terapeuta também seguidor de George Ohsawa. “Depois de dez dias de alimentação macrobiótica, suspendi todos os medicamentos” diz Emiliano. A decisão foi comunicada à sua médica clínica Mônica Oliveira, homeopata. “Quando disse a ela o que havia feito, a bem da verdade, ela não se assustou. Gostou de minha ousadia”. A médica pediu exames, que vieram excelentes.
Emiliano não se considera radical. Não despreza um vinho e quando não tem alternativa, come peixe. Carne vermelha ou de frango, nem pensar. Pão, não mais. Eliminou farinha, açúcar e sal. “E inegavelmente estou me dando muito bem. Não sinto tentação para a volta, até porque quando houve desvios o organismo reagiu, gritou”, registra. Mas essa atitude de mudança alimentar não é fácil. Sobretudo para quem, como ele, tem de viajar muito. Pelo interior, as opções não são muitas. “Vou tocando, no entanto. Dando meu jeito. Não eliminei café pela manhã, nem sei se vou fazê-lo, e ainda como frutas”. Afinal, a perfeição sempre será uma meta.





