Thursday, September 9, 2010

Archive for agosto, 2008

A Estética do Sagrado

Posted by admin On agosto - 28 - 2008

Fotos de Ricardo Rabello e Ulisses Mascarenhas

Especialista em línguas e textos oraculares, o nigeriano Wande Abimbolá traçou um quadro pouco animador  do futuro da cultura africana. No encerramento do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado, sábado, 23, em Salvador, Abimbolá acusou a existência de um genocídio cultural na África. “O genocídio não é só de vidas e corpos, mas da cultura”. O idioma ioruba, por exemplo, está em declínio,  virando um mix de línguas, com o inglês dominando.  A forte influência de sacerdotes cristãos nos países africanos é uma das causas desse declínio. “Esses sacerdotes rezam missas em inglês utilizando algumas palavras em ioruba”. Essa estratégia de comunicação tem funcionado tanto para atrair fiéis como para contaminá-los no idioma, pontua o ex-reitor da Universidade de Ifé.

Perservar  o idioma ioruba tem sido um desafio. No mundo, hoje, só existem dois Alapinis, sacerdotes  detentores do conhecimento tradicional iorubano. Um deles vive na África. O outro é Mestre Didi, na Bahia.  “A imensa contribuição de Mestre Didi para os africanos  deve ser reverenciada por todos nós”, disse um emocionado Abimbola.  Amigos há quase 50 anos, Abimbolá  e Didi foram responsáveis por um dos momentos mais tocantes do seminário. “Temos orgulho e amor por você personificar a verdadeira tradição dos nossos ancestrais. Que todos os ancestrais continuem abraçando você”, discursou Abimbolá, com voz embargada.  Didi agradeceu em Iorubá. E  então chorou como um menino. Era a primeira vez que Didi chorava em público.  A emoção se espalhou pelo lotado salão Drumond de Andrade, do Hotel Pestana, naquela tarde de sábado.  O moderador da mesa, o psicanalista Paulo Gabrielli, alguns segundos de silêncio depois, admitiu não saber o que dizer.  Mais adiante indagou sobre as conseqüências da opressão da língua sobre os povos. Deixou a pergunta no ar.

Orlando Sena: o cinema e o sagrado

Posted by admin On agosto - 23 - 2008

Compreender o impacto da linguagem audiovisual e todas as suas vertentes tecnológicas sobre os valores humanos, a criatividade e ancestralidade. Esta foi uma das reflexões levantadas pelo cineasta, escritor e diretor geral da TV Pública –TV Brasil, Orlando Sena,  na última rodada de debates (sábado, 23) no Seminário Internacional Criatividade: Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado, em Salvador. “O cinema tem muita penetração psicológica. Ele tem o poder de persuasão nos hábitos, na ideologia e na relação do ser humano com o sagrado”, afirma Sena ao explicar a influência da sétima arte no cotidiano da sociedade. “O cinema é uma imagem gigantesca de nós mesmos transportadas em pontos luz”. Senna relaciona o cinema e seus derivados com a tecnologia, com a evolução industrial. Diferencia as belas artes - produzidas com recursos do próprio corpo - com a acelerada evolução das novas tecnologias,  e interroga: “Qual será a dimensão dessa nova linguagem audiovisual nas nossas vidas?”.

Paulo Lima: A música sabe da gente o que não sabemos

Posted by admin On agosto - 22 - 2008

“Como é possível que eu ouvisse a música antes de criá-la? Não existe um material pré-determinado para música”. Reflexões como estas foram debatidas na palestra “A música – O mundo que eu ouvi”, do professor e compositor Paulo Costa Lima no primeiro dia do Seminário Internacional Criatividade: Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado, em Salvador.

Pesquisador dos diversos campos rítmicos da música, passando pelo erudito, afro-brasileiro e regionalismo, Paulo Lima, na sua palestra, constrói uma conexão entre a música e o “eu” interior, relacionando esse “eu” com o mundo, com o tempo, com som. Para Lima, “o mundo é mundo porque fomos capazes de ouvi-lo”. Ele destaca também a importância do tempo na construção do toque, da melodia, e brinca com o jogo de tempo entre uma nota e outra ao ouvir a execução da sua composição Ibeji pelos músicos Pedro e Lucas Robatto.“É como se fosse um perseguição. Uma nota chama outra. A música é o espelho do tempo”. Para Lima “a música não necessita de sujeito”. Ela tem vida própria e existe sem necessariamente ter uma voz para compô-la. “A música sabe coisa da gente que nem nós sabemos”, completa o pesquisador. 

Comunicador e piloto de avião. É assim que Marcos Terena se apresenta quando perguntam sobre sua formação. Pilotar hoje, só computador, mas já viajou por vários céus e posou em tantas terras. Hoje, além do computador, Terena se dedica a comunicar. E a cativar. Após sua palestra, hoje, 22, no Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado, Terena foi cercado por uma legião de fãs. Professoras, doutorandos, mestrandos, pesquisadores de vários cacifes rodearam o pajé da palavra com reverência. Marcos Terena falou da Cosmovisão Indígena. “Cosmovisão não é olhar o céu, as estrelas, o sol. Cosmovisão é escutar, compreender e transmitir. Cosmovisão indígena é equilíbrio”. Lembrou da fase em que foi confundido com oriental. E da vez em que uma senhora perguntou se “índio fala minha lingua”. Com toda educação, mostrei a lingua pra ela, disse, rindo. A sociedade indígena versus a sociedade envolvente resultou na quebra dos valores sagrados e tradicionais indígenas para sustentabilidade ambiental e social, observa. A cosmovisão de Marcos Terena extrapola o ambiental. Entre seus projetos, está o direito à defesa oral de mestrado e doutorado. Foi aplaudido com entusiasmo, numa demonstração de que o modelo da defesa escrita das dissertações acadêmicas não tem lá muitos fãs. Terena tem. Para conhecer mais sobre o trabalho do piloto comunicador, representante dos povos indígenas na ONU, acesse www.tvintertribal.com.br.

Ministro da Cultura abre seminário sobre Mestre Didi

Posted by admin On agosto - 21 - 2008

O ministro da Cultura, Juca Ferreira,  abriu na noite do dia 21, no Hotel Pestana, o  “Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado”. O encontro reúne alguns dos mais importantes estudiosos da diversidade cultural do mundo para discutir (hoje,22, e amanhã, 23) sobre criatividade, focada na obra de Mestre Didi. O reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, e o secretário estadual da Cultura, Márcio Meirelles, participaram da solenidade de abertura, às 19h30.   

O seminário propõe examinar a linguagem como acesso às diversidades da identidade cultural dos povos. O encontro busca, ainda, refletir sobre o papel da criatividade como atividade fundante das identidades humanas, explica a antropóloga Juana Elbein dos Santos, dirigente da Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil (Secneb), organizadora do evento. Entre os convidados internacionais estão Babatunde Lawal (EUA), doutor em História da Arte; Jean Hubert Martin (Paris), diretor do Museu Nacional de Artes da África e Oceania; Wande Abimbola (Nigéria), ex-reitor da Universidade de Ifé, escritor e pesquisador da cultura iorubana; e os brasileiros Nelson Aguilar (USP), Muniz Sodré (RJ), Dalmir Francisco (MG) e, dentre outros, Marcos Terena, articulador dos direitos indígenas junto à ONU.

Nascido em Salvador no início do século passado, Mestre Didi (Deoscóredes Maximiliano dos Santos) é filho único de Maria Bibiana do Espírito Santo (Mãe Senhora), descendente da tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, cidades do império Iorubá. Mais antigo descendente, no Brasil, do reino do Ketu, hoje ocupado pela Nigéria e pelo Benin, Mestre Didi recebeu, em 1983, o título máximo de Obá Mobá Oni Xangô, do Rei do Ketu, na Republica de Benin. Artista plástico e autor de vários livros, dentre eles um dicionário português-iorubá, foi iniciado aos oito anos no culto aos ancestrais, dedicando sua vida a preservar a tradição legada pelos seus antepassados. Suas obras estão espalhadas por vários museus do mundo. 

Seminário internacional aborda obra de Mestre Didi

Posted by admin On agosto - 21 - 2008

O Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado”propõe examinar a linguagem como acesso às diversidades da identidade cultural dos povos, a partir da obra de Mestre Didi. O encontro, dias 21, 22 e 23 no Hostel Pestana, em Salvador, busca, ainda, refletir sobre o papel da criatividade como atividade fundante das identidades humanas, explica a antropóloga Juana Elbein dos Santos, organizadora das atividades. O seminário vai reunir alguns dos mais importantes estudiosos da cultura africana e sua participação nas diversidades culturais que mapeam o mundo. Entre os convidados internacionais estão Babatunde Lawal (EUA), doutor em História da Arte; Jean Hubert Martin (Paris), diretor do Museu Nacional de Artes da África e Oceania; Wande Abimbola (Nigéria), ex-reitor da Universidade de Ifé, escritor e pesquisador da cultura iorubana; e os brasileiros Nelson Aguilar (USP), Muniz Sodré (RJ), Dalmir Francisco (MG) e, entre outros, Marcos Terena, articulador dos direitos indígenas junto à ONU.

Mestre Didi

Nascido em Salvador no início do século passado, Deoscóredes Maximiliano dos Santos é filho único de Maria Bibiana do Espírito Santo (Mãe Senhora), descendente da tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, importantes cidades do império Iorubá. Mais antigo descendente, no Brasil, do reino do Ketu, hoje ocupado pela Nigéria e pelo Benin, Mestre Didi recebeu, em 1983, o título máximo de Obá Mobá Oni Xangô, do Rei do Ketu, na Republica de Benin. É autor de vários livros, dentre eles um dicionário português-iorubá. Aos oito anos foi iniciado no culto aos ancestrais, dedicando toda sua vida a preservar a tradição legada pelos seus antepassados. Em função de juramento e por sua condição de nobreza, Mestre Didi não fala em público, fora do recinto religioso. “Porque o seu dizer não pode ser deturpado”, justifica a antropóloga Juana Elbein.

Favaretto: Arte e Cultura nos anos 60

Posted by admin On agosto - 20 - 2008

Mestre e doutor em filosofia, o professor da Faculdade de Educação da USP Celso Fernando Favaretto tem presença marcada no Seminário Internacional Criatividade: Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado. Com o tema “Arte e Cultura nos anos 60: resistência e criação”, ele analisa questões que envolvem a formação da modernidade brasileira.

“O tema da resistência e criação, enfatizado atualmente por várias direções teóricas, aparece no processo de formação da modernidade brasileira desde os anos de 1920, seja na valorização de uma suposta “originalidade nativa” seja enfatizando o “encontro cultural”, sempre destacando a singularidade de uma suposta “criatividade popular”, efeito do sincretismo cultural. Nos projetos e debates culturais e no imaginário artístico das décadas seguintes, especialmente nos anos 60, a questão do sincretismo cultural atingiu um climax, com a reposição e reorientação das discussões em torno das diversas posições sobre “cultura popular” e suas relações com a cultura de massa e com as artes de vanguarda. Em todo este itinerário, de constituição do projeto moderno brasileiro, as proposições artístico-culturais procediam de uma matriz predominantemente dialética, muito polarizada na relação entre nacionalismo e experimentalismo. Rememorar tais posicionamentos parece ser da maior importância para a compreensão de um diverso estado de coisas que vem se configurando nas últimas décadas, quando a constatação do fim das ilusões que mantiveram aqueles projetos permite a conjetura sobre outras configurações, ainda que difusas e indeterminadas”.

A palestra de Celso Fernando Favaretto vai ser na sexta-feira, 22, a partir das 9h, na sala Drumond de Andrade do Hotel Pestana, Salvador, como parte do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado.

 

Em 14 anos de parceria musical, os instrumentistas Amadeus Alves e Fabrício Rios trazem no currículo CDs gravados e participações em Festivais, Feiras e Projetos Culturais, com destaque para o Ferrara Festival Buskers/Itália em 2005 e o Festival de Música Instrumental da Bahia/Teatro Castro Alves em 2007.

Acompanhada dos percussionistas Giba Conceição e Cuca, a dupla é a atração musical na abertura do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado, quinta-feira, 21, às 19h30, no Hotel Pestana.

O grupo vai apresentar repertório de composições próprias e releituras de temas genuinamente brasileiros. Entre eles, destaque para “Trenzinho do Caipira”, de Villa Lobos, mostrando o toque diferenciado da dupla. Amadeu Alves atua como coordenador da Casa da Música, espaço cultural da Fundação Cultural do Estado da Bahia e trabalha na produção e divulgação do seu CD solo. Fabrício Rios participa do Projeto Cirandando Brasil de Arte Educação, com jovens de comunidades carentes.

Critico de arte, professor-doutor da USP e Unicamp, Nelson Aguilar transita pelos movimentos artísticos do país desde os anos 70. Foi curador geral da Mostra do Descobrimento, da bienal do Mercosul e de várias bienais em São Paulo. Na 23ª Bienal Internacional, em 1996, Aguilar teve acesso à originalidade da obra de Mestre Didi. A partir das peças de Mestre Didi pertencentes ao acervo do Museu Afro-Brasil, Aguilar pretende indicar, em sua palestra, os caminhos da obra no universo artístico atual. Veja  comentário:

“A presença de Mestre Didi na 23ª Bienal Internacional de São Paulo (1996) coincide com a de artistas conhecedores e praticantes do culto dos orixás como Wifredo Lam e Rubem Valentim. Lam inscreve-se no âmbito das poéticas cubista e surrealista, Valentim, no interior do movimento concretista e Didi apresenta-se sem nenhuma filiação artística a não ser aquela pertinente à criação dos objetos sagrados do panteão ioruba. O próprio movimento da arte contemporânea propicia o encontro e o momento de contemplação sem mediações externas. A partir das peças de Mestre Didi pertencentes ao acervo do Museu Afro-Brasil, a nossa intenção é indicar os caminhos da obra no universo artístico atual.

A modernidade exacerba o ideal da transparência, da simultaneidade, da instantaneidade em busca da universalização, como se no sintagma espaço-tempo o que estivesse sendo privilegiado é a dimensão temporal. A contemporaneidade volta-se ao território, a regionalizações transversais, à ousadia de enfrentar o próprio sem prejudicar o trânsito com o estrangeiro. O espaço de obstáculo epistemológico torna-se ativo, promissor. Nessa abertura, irradia a obra de Mestre Didi”.

A palestra de Nelson Aguilar vai ser às 14h30 de sábado, dia 23, no Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado. O evento, no Hotel Pestana, reúne alguns dos mais importantes pesquisadores da diversidade cultural no mundo. Vai ser aberto na quinta-feira, 21, às 19h30 pelo presidente do Conselho Executivo da Unesco, Olabiyi Babalola YAI, pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, além do secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles e do reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho.

Muniz Sodré: “Criatividade e Linguagem” abre seminário

Posted by admin On agosto - 18 - 2008
                                                             

A primeira mesa de debates do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado, vai ser com ninguém menos que o baiano Muniz Sodré. Jornalista, escritor, professor titular da UFRJ e diretor da Fundação Biblioteca Nacional, Sodré vai abordar “Criatividade e Linguagem” no evento em homenagem a Mestre Didi. Sobre o tema da palestra, ele comenta:

“O processo de conhecimento é normalmente descrito pelos modos da percepção e da concepção. Mas há um terceiro modo, a criatividade, que no vocabulário da física quântica, se designa como ‘cognição não-local’. Como a criatividade é a gestação de algo novo em um contexto inteiramente novo, é possível argumentar com os conceitos de consciência  e linguagem para sustentar que ela é uma forma de cognição não local, já que nos permite ultrapassar um sistema determinado. Assumimos o  ponto de vista de que, nas narrativas populares, está presente uma parte do imaginário social capaz de responder por alguns dos aspectos obscuros disso que se tem chamado de ‘criatividade’. A  dramatização aponta para dimensões latentes ou profundas do ordenamento social “.

A palestra de Muniz Sodré começa às 9h de sexta-feira, dia 22. O Seminário, no Hotel Pestana, vai ser aberto no dia 21, às 19h30, pelo presidente do Conselho Executivo da Unesco, Olabiyi Babalola YAI, pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, além do secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles e do reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, dentre outros.

 

 

Cantora lírica, pesquisadora das tradições afro-brasileiras com mestrado na Nigéria, Inaicyra Falcão dos Santos é uma das aguardadas participações do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado. Filha de Mestre Didi, a pesquisadora vai falar sobre “Corpo e ancestralidade: re-significação simbólica na criação artística”. Livre Docente da Unicamp, Inaicyra é formada pela Escola de Dança da UFBA. Sobre sua participação no seminário, ela comenta:

 

No desenvolvimento dessa comunicação, proponho abordar como se realiza um processo criativo na dança contemporânea brasileira, que envolve pesquisa de campo, criação e apresentação artística inspirada no universo mítico de danças da tradição afro-brasileira. Apresento a visão de corpo e ancestralidade, que entre seus desdobramentos enfoca procedimentos para uma re-significação no percurso da criação. A proposta apóia-se no método intertextual, na compreensão de como o intérprete procede na sua criação artística, como ele transpõe princípios dessas danças relacionadas com o sagrado, na busca de uma síntese poética. Com base nesta realidade, a memória coletiva é continuada no entendimento desse corpo, na investigação de expressões significativas de uma tradição na contemporaneidade.

 

Palestra na manhã de sexta-feira, 22, no tema geral “Criatividade e Linguagem: Dimensão Simbólica”. O seminário vai ser aberto às 19h30 de quinta-feira, 21, pelo presidente do Conselho Executivo da Unesco, Olabiyi Babalola YAI, e pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Termina no sábado, dia 23.

Duo Robatto participa de seminário sobre Criatividade

Posted by admin On agosto - 14 - 2008

Os músicos Lucas e Pedro Robatto vão participar do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais, no Hotel Pestana, em Salvador. O respeitado Duo (flauta e clarinete) vai executar o tema “Ibeji” do compositor e professor da Escola de Música da UFBA Paulo Costa Lima, durante sua palestra, na tarde de sexta-feira, 22, na sala Drumond de Andrade do Pestana.  Em “Música: o mundo que ouvi”, tema da palestra, Costa Lima pretende responder a algumas indagações  sobre os objetivos da música, seu trabalho e seu papel como criador (leia post mais abaixo). A dupla se firmou a partir do lançamento do CD “Duo Robatto”, em 2002.

O presidente do Conselho Executivo da Unesco, Olabiyi Babalola Joseph YAI, vai participar do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado. Olabiyi abrirá o evento ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira, na noite de quinta-feira, 21. Linguista e professor da Universidade de Ibadan, o beninense Olabiyi Joseph vai fazer palestra, na tarde do dia seguinte, 22, sobre “A Diversidade Criadora e a Identidade Cultural”,  dentro do tema geral “Mestre Didi, Olhar Universal: A Estética do Sagrado”. Olabiyi é especialista em literatura e cultura africanas.

O Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado vai reunir alguns dos mais importantes estudiosos da criatividade e da diversidade cultural no  mundo. O evento começa na quinta-feira, 21, às 19h30, no Hotel Pestana, em Salvador. Palestras e debates nos dias 22 e 23, a partir das 9h, no própio Pestana.

Abimbola: Didi e o futuro da civilização afro-atlântica

Posted by admin On agosto - 11 - 2008

Ex-reitor da Universidade de Ifé, Wande Abimbolá é um dos maiores especialistas em textos oraculares de Ifá. Lingüista e professor de religião na Universidade de Boston, Abimbola referencia Mestre Didi como o “último remanescente afro-brasileiro que pode realizar uma conversa fluente em uma língua africana corretamente”. Sua palestra no Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado (dias 21, 22 e 23 no Hotel Pestana, Salvador) – vai tratar de “Literatura e Tradição”. Sobre o tema, Abimbolá comenta:

“O acontecimento dos 90 anos do mestre Didi é um marco importante na história dos povos de origem africana, onde quer que vivam no mundo, e especialmente para africanos de civilizações do Atlântico os quais, agora, prevalecem incontáveis problemas com a preservação e transmissão dos componentes da própria cultura. “Quais são tais ingredientes?”, “Como podem estes ser preservados e difundidos?”, e “Qual o posicionamento de Didi nesse processo crítico?” Atualmente, Didi é provavelmente o último remanescente afro-brasileiro que pode realizar uma conversa fluente em uma língua africana corretamente. Como exemplo a língua Yorubá. É também um fato bem conhecido que os africanos em ambos os lados do Atlântico tenham abraçado outras culturas e práticas religiosas dos europeus, entre eles o cristianismo e o islamismo. Mas também é fato que a maior parte deles ainda tem um permanente respeito pelos próprios ancestrais, não obstante o fato de serem cristãos ou muçulmanos. Mestre Didi é o Alapini, ou sacerdote chefe do Egungun no Brasil. Ele também é um devoto adorador de Sango e um artista de renome mundial. Esse seminário, em homenagem aos seus 90 anos é, portanto, ocasião adequada para analisarmos o futuro dos povos africanos em termos de língua, crença e criatividade, que são alguns dos princípios básicos do nosso patrimônio comum e identidade.”

A palestra de Wande Abimbola vai ser no sábado, 23, às 9h, no Hotel Pestana, Salvador.

As solicitações de inscrição para o seminário podem ser feitas pelo email secneb@mestredidi.org

Mais informações: 3331-1278.

Babatunde Lawal: Arte é destaque na vida da África

Posted by admin On agosto - 11 - 2008

Doutor em História da Arte pela Universidade de Indiana (EUA), o pesquisador nigeriano Babatunde Lawal é um dos destaques do Seminário Internacional Criatividade, Âmago das Diversidades Culturais, nos dias 21, 22 e 23 de agosto, no Hotel Pestana, em Salvador. Também ex-diretor da Faculdade de Arte da Universidade de Ifé, Nigéria, Lawal vai abordar o sagrado na arte yorubá. Sobre o tema, ele comenta:

“Características artísticas são destaques em todos os aspectos da vida na África Sub-Saariana, em parte por sua função ontológica, em parte devido as suas funções culturais e estéticas. O seu significado ontológico ressoa a criação de uma história (encontrada por todo o continente) que identifica um corpo como uma máscara ou uma escultura animada por uma força vital ou alma. Em outras palavras, a realidade tem dois aspectos —o físico e o metafísico, de modo que a arte não só faz com que o espírito se manifeste no mundo físico, mas também fornece meios para um existência enriquecedora através do adornamento do corpo, desenho, pintura, escultura, cerâmica e arquitetura. Essa apresentação analisa a utilização de artes cênicas e visuais dentro do Yorubá para invocar ou anunciar a presença do orisa (orixá) e dos ancestrais adorados como deuses, bem como para reforçar os valores sociais e considerados como indispensáveis para o bem-estar espiritual”.

A palestra de Babatunde Lawal vai ser na tarde de sexta, 22, dentro do tema “Mestre Didi, Olhar Universal: A Estética do Sagrado”.

Ministro da Cultura abre seminário, em Salvador

Posted by admin On agosto - 11 - 2008

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, vai abrir o Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado, na noite de 21 de agosto, no Hotel Pestana, Salvador. O seminário integra as atividades em homenagem aos 90 anos de Mestre Didi (Deoscóredes Maxilimiano dos Santos), mais alto grau da hierarquia sacerdotal da representação religiosa nagô no Brasil. O evento vai reunir alguns dos mais importantes estudiosos da cultura africana no mundo, dentre eles Babatunde Lawal (Nigéria), doutor em História da Arte, e George Preston, doutor em História da Arte pela Universidade de Nova Iorque, dentre outros. Palestras e debates nos dias 22 e 23, no Pestana. O seminário tem inscrições gratuitas, mas vagas limitadas. Mais informações: secneb@mestredidi.org e pelo telefone 71-3331-1278.

Índio pantaneiro do Mato Grosso do Sul, comunicador e escritor indígena, Marcos Terena é um dos palestrantes do Seminário Internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais – A Estética do Sagrado (dias 21, 22 e 23 de agosto, no Hotel Pestana, em Salvador). Articulador junto a ONU e membro da Cátedra Indígena Itinerante, Terena é presidente do Comitê Intertribal – ITC,  e Diretor do Memorial dos Povos Indígenas em Brasília-DF. Sua palestra vai abordar a Comovisão Indígena como valor sagrado da vida.  Sobre o tema, Marcos Terena observa:

“Não se trata de uma definição, mas uma forma de testemunhar o sentido espiritual e filosófico da vida indígena em relação a espiritualidade e sua relação com os recursos matérias da natureza. Dessa identificação nasce a interpretação sobre o grande Criador, não apenas da terra, mas de tudo aquilo que o ser humano pode usufruir como a terra e os recursos naturais como a água, o ar, o vento e inclusive os animais como parte da sobrevivência, mas também como agente de direito a esses recursos naturais.

A luta pela terra indígena significa no caso do Brasil, o reconhecimento estatal e oficial, tal como da sociedade envolvente de que o indígena com sua cultura, conhecimento tradicional e espiritualidade, sustenta o equilíbrio ambiental como uma cosmovisão e valor sagrado da vida. Basta ver a qualidade da vida em terra indígenas e sua relação com ecossistemas como a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado, o Semi-Árido, Pampas e Mata Atlântica, pois em cada quadrante existe o indígena e sua ancestralidade como rastro da identidade de um País como o Brasil”.

A palestra de Terena vai ser na manhã de sexta-feira, 22, na mesa Criatividade e Linguagem: Dimensão Simbólica, com início previsto para 9h.

A participação no seminário é gratuita, mas é necessário fazer inscrição. Dados completos (nome, RG, End, curso, profissão, Tel e emal) devem ser enviados para secneb@mestredidi.org.

Mais informações: 3331-1278  e WWW.navii.com.br/blog

A comunicação intercultural, que remonta aos primórdios da humanidade, se apresenta, hoje, mais do que nunca, como condição de sobrevivência global, uma vez que a interdependência dos povos exige uma comunicação cada vez mais eficaz, observa o jornalista e cientista político José Roberto Whitaker Penteado. O tema vai ser tratado por Penteado no seminário Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado. O evento, nos dias 21, 22 e 23 no Hotel Pestana, em Salvador, vai reunir alguns dos mais importantes estudiosos da questão cultural no mundo.

Doutor em Comunicação e Cultura, José Roberto Penteado pretende analisar aspectos a partir da definição dos dois conceitos-chave em jogo - comunicação e cultura - passando por questões como o binômio identidade/pertencimento, diversidade de povos, multiculturalismo, comunicação verbal e não-verbal, além da influência do contexto na transmissão e assimilação da mensagem. Penteado vai tratar, ainda, sobre a adequação da comunicação - por parte do emissor - em relação às particularidades do receptor e, por fim, a questão premente da ética, que clama por uma solução no sentido de se orientar e regular as relações dos indivíduos em situações de inter ou multiculturalidade. José Roberto Penteado é, também, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A palestra “A Comunicação inter-cultural: nem Eco nem Narciso” vai ser na tarde de sábado, 23, dentro do tema geral “Criatividade e a comunicação intercultural”. Mais informações: secneb@mestredidi.org ou 3331-1278. e="font-size: 12pt; font-family: "Arial","sans-serif";">

Costa Lima: O mundo dentro do ouvido

Posted by admin On agosto - 8 - 2008

O professor Paulo Costa Lima é um dos palestrantes do Seminário Internacional Criatividade: Âmago das Diversidades Culturais, em homenagem a Mestre Didi. Músico e compositor, Costa Lima transita sem reservas pela nossa diversidade musical.  Sua palestra não poderia ser de outra ordem. Em “A música - o mundo que eu ouvi”, Paulo pretende responder a algumas de suas próprias indagações.

A composição o que é? O que tem sido para mim? Que espécie de navegação sonora tem embalado meu ímpeto de criar músicas? Que espécies de mundos sou levado a ouvir pensando nessas criações pelas quais me considero quem sou? Consegui fazer algumas pontes? Consegui ser testemunha daquilo que outros fizeram e que me magnetizou? Parafraseando Drummond: o mundo é grande, e cabe dentro do ouvido”. (Paulo Costa Lima)

A palestra “A música - o mundo que eu ouvi” vai ser na sexta-feira, 22, às 14h30, no Pestana.