Thursday, September 9, 2010

Archive for the ‘Featured’ Category

Unikósmica: reconhecimento do poder mental

Posted by admin On junho - 9 - 2010

Curso pretende abordar o poder da mente e sua estreita ligação com níveis de consciência no processo evolutivo. Realizado pela Universidade Livre de Educação Cósmica, a atividade vai ser coordenada pela doutora em Literatura Laura da Silveira, especialista no estudo da obra de Sri Aurobindo. Dias 18 e 19 de junho no Instituto Roerich da Paz e da Cultura, no Itaigara.

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Educação Gaia inscreve até 11 de junho

Posted by admin On junho - 9 - 2010

Ministrado em 15 países, curso chega a Salvador com a proposta de planejar e desenvolver questões sobre a sustentabilidade em pequenos e grandes projetos desde comunidades e cidades inteiras. O programa iniciado no Brasil em São Paulo, é realizado em quatro meses, nos finais de semana, com teoria e prática, totalizando 160 horas. Veja mais informações abaixo.

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Uma das piores tragédias ambientais envolvendo petróleo na história, o vazamento da plataforma controlada pela BP (British Petroleum) no golfo do México chegou ao 50° dia ainda sem solução e com um saldo ainda incalculável dos estragos causados à natureza. De acordo com a estimativa oficial do governo norte-americano, o vazamento de óleo varia de 12 mil a 25 mil barris diários, volume que equivale a aproximadamente uma piscina olímpica de petróleo derramada no golfo do México por dia.

Apesar dos números, ainda não há consenso entre os especialistas sobre a eficácia dos planos de contenção do vazamento e a quantidade de óleo derramada por dia efetivamente. Na segunda-feira (7), por exemplo, cerca de 11 mil barris de petróleo estavam sendo capturados, enquanto algo entre 12 mil e 25 mil barris seguiam vazando.

O governo dos Estados Unidos já admitiu que o trabalho de mitigação dos efeitos do vazamento na natureza do golfo do México pode levar anos. A mancha de petróleo se desintegra em muitos pedaços, e isso faz o óleo se espalhar por uma área maior. Mesmo que o vazamento seja contido em poucas semanas, os trabalhos de retenção da mancha à deriva na região podem durar até o início de dezembro, avaliam especialistas.

Nesta terça, novas informações trouxeram mais um alerta sobre a dimensão da tragédia: o governo e pesquisadores confirmaram que manchas de óleo dispersas se espalharam muito abaixo da superfície do oceano a partir do vazamento, levantando novas preocupações sobre o impacto do acidente sobre a vida de espécies marítimas.

Quanto já vazou

Melhor cenário

Pior cenário

109 milhões de litros

449 milhões de litros

43,6 piscinas olímpicas

179,6 piscinas olímpicas

Em coletiva na Casa Branca, em Washington, o chefe da Guarda Costeira dos Estados Unidos, almirante Thad Allen, disse que levará alguns meses para limpar a mancha de petróleo da superfície do Golfo, mas que o trabalho de limpeza dos pântanos e outros habitats afetados pelo vazamento poderá levar anos.

Questionado sobre a taxa diária de vazamento, Allen afirmou que a partir do momento em que a BP capturar mais petróleo, o governo será capaz de oferecer melhores estimativas do desastre como um todo.

“Essa é a grande incógnita que estamos tentando desvendar com números exatos”, disse. “E nós vamos divulgar esses números assim que descobrirmos. Não estamos querendo abaixá-los ou aumentá-los. Eles são o que são”, completou.

Segundo Kent Wells, executivo da BP envolvido na ação de contenção do vazamento, mais de 27 mil barris de óleo já foram recolhidos da natureza até agora.

Variação de números

O sucesso do dispositivo de contenção lançou novas dúvidas sobre as estimativas oficiais do vazamento, desenvolvidas por uma equipa nomeada pelo governo de Obama. Em 27 de maio, a equipe realizou diversas análises e chegou ao resultado de 12 mil a 19 mil barris por dia.

Esse valor alcançado foi de 2 a 4 vezes maior do que a primeira estimativa do governo, que apontava para 5 mil barris diários. Dias depois, os cientistas chegaram a uma nova conclusão, ampliando a margem de variação até onde conhece-se hoje, que é de 25 mil barris por dia.

Poluição submarina

Cientistas afirmaram que grandes faixas de petróleo não se integraram à maré negra que cobre a superfície de parte do golfo do México e se mantêm circulando no fundo do mar, uma situação que pode ser devastadora para o ecossistema submarino da região.

“Amostras de água retiradas da região e analisadas por especialistas mostraram extensas faixas de petróleo em profundidades entre 50 e 1.400 metros”, disse à AFP o oceanógrafo Yonggang Liu, da Universidade do Sul da Flórida (USF, na sigla em inglês).

“Esse petróleo em águas profundas é invisível para os satélites”, disse Liu, da Escola de Ciências Marinhas da USF, que integra uma equipe de especialistas de várias entidades especializadas que acompanham a circulação do vazamento na superfície e debaixo d’água.

O fato de se manter oculto não faz com que seja menos nocivo, ao contrário, já que torna quase impossível limpá-lo e combater seus efeitos, afirmaram especialistas.

“É uma questão de lógica ver que o ecossistema em águas profundas do Golfo vai ser afetado (…). O impacto pode ser muito grande em toda a cadeia alimentar, em espécies de peixes sensíveis e em pequenas criaturas do oceano”, acrescentaram.

Fonte:Do UOL Notícias*

May East: Para ativar um discurso é preciso vivê-lo!

Posted by admin On abril - 25 - 2010

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A senhora ficou conhecida por sua trajetória musical. Em que momento surgiu o interesse pela militância ecológica?

Toda a minha trajetória desde a juventude teve duas dimensões: reflexão e ação. A música que eu fazia carregava níveis de reflexão e, na medida em que fui caminhando na vida, me engajei em vários movimentos sociais, a banda foi um deles. Comecei com movimento antimilitar, depois antinuclear, depois eu fui feminista política – o que naquela época era um movimento anti-homem.

O movimento ambientalista foi só uma continuação de uma série de movimentos. A música me levou para a Grã-Bretanha, onde eu me aprofundei na questão dos assentamentos humanos sustentáveis. Há 18 anos moro numa ecovila.

O que é exatamente uma ecovila?

É um laboratório de novas relações humanas com o entorno. Nós avançamos a agenda de sustentabilidade ao construir as casas ecologicamente, ao reduzir a própria energia, trazer a saúde de volta para as mãos da ecovila. A agenda da sustentabilidade é multifacetada, envolve os aspectos ecológico, social e econômico.

Nós consumimos metade do que qualquer britânico consome e geramos metade do lixo e temos uma altíssima qualidade de vida. Como laboratório, a gente mostra que redesenhar nossas vidas de quantidade para qualidade não precisa ser doloroso, podemos viver com menos.

Se todos nós tivéssemos o padrão norte-americano de vida, precisaríamos de quatro planetas e meio.

O petróleo continua sendo um grande propulsor da economia mundial, a exemplo da intenção norte-americana de expandir a exploração no continente e do Brasil, com a camada pré-sal...

A exploração de petróleo é uma questão de tempo, e nós temos diante de nós duas opções. Ou vamos redesenhar uma mudança ou vamos ser vítimas da mudança. Se continuarmos baseando nossa cultura na exploração de petróleo, vamos emitir mais carbono do que podemos.

Mesmos se parássemos hoje, o planeta já esquentaria de 1,8° C a 4° C. Devemos desenhar essa transição, do contrário, os nossos netos vão lembrar de nós como aquela geração que só pensou em consumir mais e mais.

O ser humano é cada vez mais dependente da tecnologia, quando adquire um aparelho mais avançado descarta o anterior. Como é possível desacelerar essa tendência “natural” de consumo?

O tecnológico tem um lugar na nossa sociedade, mas ele tem que ser combinado com a qualidade humana, com “escutar” aqueles bolsões de biodiversidade que ainda guardam a memória da criação do mundo.

A tecnologia ainda tem um lugar, mas ela tem de ser menos nociva.

Exemplos? Com a ecovila, nós geramos toda a nossa energia. Como? Com tecnologia. Toda a eletricidade é gerada por moinhos de vento, temos uma fábricas de painéis solares. Toda nossa água quente vem da energia do sol.

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Quais bens não são gerados na ecovila?

Nós não somos uma ilha, compramos lâmpadas, carros. Mas nós tentamos olhar como o consumo local pode apoiar a economia local. Ao invés de comprar num grande supermercado, num Carrefour da vida, cujo lucro vai para a França, você tenta comprar do fazendeiro local, porque o dinheiro vai circular regionalmente.

A questão da biodiversidade está muito ligada à localização dos recursos, das atividades. É cada bairro, cada cidade em transição começar a olhar para dentro e se perguntar como pode apoiar a economia local, circular o dinheiro internamente, ao invés de comprar mais barato sabendo que o dinheiro vai embora. A grande discussão do momento é resiliência, não sustentabilidade, essa capacidade de continuar funcionando na medida em que o sistema entra em choque ou se descontrola. É o que a gente imagina que vai acontecer.

Já aconteceu há um ano e meio na Europa. A Grã-Bretanha teve sua maior recessão mesmo depois da Segunda Guerra. A única indústria que cresceu foi a indústria das sementes, porque as pessoas relembraram a possibilidade de começar a transformar seus jardins ornamentais em jardins comestíveis. Isso é resiliência, você começar a resolver as questões mais localmente e para suas necessidades básicas.

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Mas Como é possível pensar numa ecovila em Salvador, onde há bolsões de pobreza, invasões em áreas de risco vulneráveis à chuva?   Como pensar em ecobairros num lugar onde não há as mínimas condições de saneamento básico?

É por aí que nós temos que começar.

Os ecobairros vão ter que se instalar nessas comunidades, onde já existe uma teia de solidariedade. As tecnologias das ecovilas são de baixíssimo custo. Em Londres, nós temos, hoje em dia, bairros de transição, que nasceram independentes e hoje fazem uma rede com outros bairros.

Uma coisa que basta é o P da participação.

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Como os ecobairros poderiam sobreviver diante da violência urbana?

Eu acredito que a violência não é causa, é sintoma. A causa é a (ausência de) educação, disparidade social, falta de oportunidade. Os jovens precisam ter outras opções que não a do banditismo. Não é uma fórmula fácil, mas é possível.

Salvador tem inúmeros problemas de transporte público, de alagamentos na chuva. Nossos rios estão sendo tapados com concreto por falta de uma política eficiente de despoluição das bacias fluviais. Quanto tempo seria suficiente para tornar a cidade sustentável?

Dez anos, dependendo dos atores locais, (num movimento) de baixo para cima e de cima para baixo. Para isso, é preciso necessidade e vontade.

A necessidade está clara, veja o que aconteceu no Rio de Janeiro, não precisamos nem de evidência científica. Desastres naturais vão começar a acontecer cada vez mais.

Filmes como Avatar abordam questões como não-agressão ao meio ambiente e uma convivência harmoniosa com a natureza. Quem a senhora acredita que “banca” esses projetos em H o l l y wo o d ?

A consciência ecológica está emergindo no planeta sem um dirigente.

Ela nasce como se fosse tema imunológico de uma humanidade despertando num trem-bala a mais de 500 km/hora em direção ao abismo.

Ela emerge em Hollywood, em Findhorn ou num ecobairro.

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Fonte: Revista Muito - 25.04.2010

Jornal A Tarde - Salvador


Evento na Associação Bahiana de Medicina (Ondina), pretende apontar caminhos para um urbanismo baseado no respeito ao ambiente e valores humanos.

mayeastAs cidades do século 21 serão verdes e já começam a ser desenhadas em vários países. Este novo conceito de urbanismo com base no respeito ao ambiente e nos valores humanos será apresentado em Salvador no dia 12 de abril, às 19h30, no auditório da Associação Bahiana de Medicina, em Ondina, durante a palestra Gaia Education: Design em Sustentabilidade.

A iniciativa do Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil traz à Bahia a designer para sustentabilidade May East, uma brasileira que há 18 anos mora na ecovila Findhorn, na Escócia, e que atualmente é uma das diretoras do Gaia Education, programa vinculado às Nações Unidas para disseminar no mundo o conceito de urbanismo sustentável.

O evento quer reunir urbanistas, ambientalistas, profissionais da construção civil, gestores educadores e líderes de associações de bairros, entre os diversos públicos interessados no tema, para conhecer a proposta. Para o segundo semestre está previsto o curso Educação Gaia, que prepara os participantes para implantar projetos sustentáveis em espaços de convivência, como vilas e condomínios, por exemplo.

Esta será a primeira atividade pública do Ecobairro Bahia, programa do Instituto Roerich que está propondo a implantação do conceito de sustentabilidade nos bairros da capital baiana, segunda cidade brasileira (a primeira foi São Paulo) a aderir à proposta. Inspirado nas experiências das Ecovilas (que trabalha com os mesmos princípios em áreas rurais), o Ecobairro prevê a criação de comunidades que possam gerir seu próprio desenvolvimento.

Serviço

Palestra - Gaia Education: Design em Sustentabilidade

Palestrante: May East

Horário: 12 de abril, às 19h30

Local: Associação Bahiana de Medicina (Rua Baependi, 162, Ondina)

Ingresso: Entrada franca

Informações: 3357-7086 / 9971-9561 Denise Noronha / 9973-8292 Arthur Andrade

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O lixo (nem tão) escondido das festas de Salvador

Posted by Navii On março - 9 - 2010

Afinal, quem vai limpar a sujeira nas próximas? A indústria de bebidas?


Mergulho de quatro nadadores revela vários descasos. O primeiro, com a natureza, com a saúde do planeta. O segundo, com o direito à informação.  Vários veículos da imprensa foram procurados pelos profissionais, em vão.  O tema, óbvio, muito delicado, iria constranger os grandes anunciantes. Iria constranger, de lambuja, os governos municipal e estadual.

Bem ali, diante de todos, a” alegria” aspeada mergulha suas sobras sob o tapete da Barra.

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No início, tudo  festa e geladíssimas.


Depois, os alegres, os festivos  mergulhos de latas.


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A Barra, em Salvador, parece limpa por fora. Mas por dentro é suja como pau de galinheiro.

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Por Bernardo Mussi

Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.

Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.
Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.

Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.

Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.

A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.

Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…

Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.

Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.

Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!

Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.


Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.


Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.
O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.

É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…
Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.

Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.

O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!

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Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho - Global Garbage Brasil
Fotos do Espicha Verão: Manuela Cavadas e Luciano da Matta / Agência A Tarde

Outros artigos de Bernardo Mussi
Carnaval longe da praia
O lixão precisa de música


Dia Internacional da Mulher

Posted by Navii On março - 8 - 2010

dia-internacional1Por que essa data é comemorada no dia 8 de março?

Luciana Taddeo

Há mais de uma versão para a origem do Dia Internacional da Mulher, mas todas remetem a greves de trabalhadoras de fábricas têxteis desde a Revolução Industrial, no século 19. Em 8 de março de 1857, tecelãs de Nova York realizaram uma marcha por melhores condições de
trabalho, diminuição da carga horária e igualdade de direitos. Na época, a jornada de trabalho feminino chegava a 16 horas diárias, com salários até 60% menores que os dos homens.

Além disso, muitas sofriam agressões físicas e sexuais. Uma das versões do desfecho da marcha é a de que as manifestantes teriam sido trancadas na fábrica pelos patrões, que atearam fogo no local, matando cerca de 130 mulheres. O fim mais aceito, porém, é o da interrupção da passeata pela polícia, que dispersou a multidão com violência. A versão do incêndio é, provavelmente, uma confusão com a tragédia da fábrica Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911. O fogo matou mais de 150 mulheres, com idades entre 13 e 25 anos, na maioria imigrantes italianas e judias.

A falta de medidas de segurança do local - as portas teriam sido trancadas para evitar a saída das empregadas - foi apontada como o motivo do alto número de mortes. O episódio foi um marco na história do trabalho operário americano e está registrado no Fire Almanac (”Almanaque do Fogo”), publicado pela Agência Nacional de Proteção contra Incêndio dos Estados Unidos. No livro, não há qualquer referência ao tal incêndio de 1857. Vários protestos se seguiram nos 8 de março seguintes. Um dos mais notáveis - também reprimido pela polícia - ocorreu em 1908, quando 15 mil operárias protestaram por seus direitos.

Em 1910, na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs que a data fosse usada para comemorar as greves americanas e homenagear mulheres de todo o mundo. A greve das trabalhadoras de Petrogrado (atual São Petersburgo), na Rússia, em 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário ocidental), também foi um marco da data. Hoje, ela é símbolo da luta pelos direitos da mulher, e foi oficializada pela Unesco em 1977.

Incêndio em fábrica de Nova York, em 1911, matou mais de 150 mulheres

Há mais de uma versão para a origem do Dia Internacional da Mulher, mas todas remetem a greves de trabalhadoras de fábricas têxteis desde a Revolução Industrial, no século 19. Em 8 de março de 1857, tecelãs de Nova York realizaram uma marcha por melhores condições de
trabalho, diminuição da carga horária e igualdade de direitos. Na época, a jornada de trabalho feminino chegava a 16 horas diárias, com salários até 60% menores que os dos homens.

Além disso, muitas sofriam agressões físicas e sexuais. Uma das versões do desfecho da marcha é a de que as manifestantes teriam sido trancadas na fábrica pelos patrões, que atearam fogo no local, matando cerca de 130 mulheres. O fim mais aceito, porém, é o da interrupção da passeata pela polícia, que dispersou a multidão com violência. A versão do incêndio é, provavelmente, uma confusão com a tragédia da fábrica Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911. O fogo matou mais de 150 mulheres, com idades entre 13 e 25 anos, na maioria imigrantes italianas e judias.

A falta de medidas de segurança do local - as portas teriam sido trancadas para evitar a saída das empregadas - foi apontada como o motivo do alto número de mortes. O episódio foi um marco na história do trabalho operário americano e está registrado no Fire Almanac (”Almanaque do Fogo”), publicado pela Agência Nacional de Proteção contra Incêndio dos Estados Unidos. No livro, não há qualquer referência ao tal incêndio de 1857. Vários protestos se seguiram nos 8 de março seguintes. Um dos mais notáveis - também reprimido pela polícia - ocorreu em 1908, quando 15 mil operárias protestaram por seus direitos.

Em 1910, na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs que a data fosse usada para comemorar as greves americanas e homenagear mulheres de todo o mundo. A greve das trabalhadoras de Petrogrado (atual São Petersburgo), na Rússia, em 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário ocidental), também foi um marco da data. Hoje, ela é símbolo da luta pelos direitos da mulher, e foi oficializada pela Unesco em 1977.

Fonte: Planeta Sustentável


Mídia social não é pirlimpimpim

Posted by Navii On fevereiro - 26 - 2010

Por Helcio Brasileiro, palestrante do Comnexu, no próximo dia 6.


Hoje mais cedo retuitei o vídeo ao lado. Aproveitei uma hora do almoço bem tranquila para assistir quase todo. Faltando 10 minutos, tive que abandonar.

O documentário é legal. Pros ansiosos, não chega a ter muita novidade. O time regido pela torcida ou a rede social de empréstimos financeiros lembram muito o conteúdo do Wikinomics. Mas que saco: quem disse que temos que consumir apenas o que é novo o tempo todo? Seria enlouquecedor. É legal revisitar o termo “redes sociais” de uma maneira mais abrangente, sem ser apenas “aproxime-se de seu cliente”. Imaginar formas de gestão pública ou privada que sejam participativas de verdade é sem dúvida animador.

O ponto que quero chegar é que depois que se passou a falar de “mídia social”, este termo virou um clichê tão chato e vazio quanto qualquer outro. Até mesmo porque quando você entrar no Twitter, por exemplo, a impressão é que tem muito mais gente vendendo do que comprando. Minha impressão é que o fenômeno que há poucos anos aconteceu em SP se reproduz por diversos estados. Um certo deslumbramento, uma metalinguagem sem fim - em qualquer sentido. Todo mundo quer abocanhar o tal filé da mídia social, exibindo um cardápio repetido e nem sempre exequível.

Não quero desestimular nem falar mal de ninguém. Acho ótimo que exista um clima de empolgação, que mais gente se interesse e difunda o assunto. O que me incomoda é que muitos de nós, que deveríamos zelar por catequizar o mercado, estamos agora bancando os profetas com solução pra tudo. Tenho visto uns pacotes prontos de mídia social que são de vomitar. Já recebi visita de gente vendendo “rede social igual à do Obama”. Ainda tem quem ache que tudo gire em torno exclusivamente de tecnologia. Em outros casos vende-se uma apresentação cheia de velhas novidades e terminologias em inglês, e depois se joga um coitado lá na cova das leões para fazer o trabalho que deveria ser de uma equipe. Claro que não funciona - mas há quem ache que o imporante é que o (mau) serviço tenha sido vendido.

Não existe remédio perfeito produzido com mídias sociais - nem com nada. Embora não seja meu negócio no momento, é algo que acompanho e acredito há uns anos. O desafio é como chegar ao mercado deixando um pouco de lado o oba-oba, adequado à realidade, principalmente de mercados mais frágeis como o nosso, em Fortaleza. Isso depende de diversos fatores. Como disse a gerente de e-marketing da Roche para a América Latina, Ronízia Moura, “web não e barato”.

Claro que se você for comparar de forma absoluta com uma campanha de mídia tradicional, talvez a impressão seja a contrária. Mas se você pensar que um projeto de mídia social exige um prazo normalmente mais extenso, que o relacionamento se dá todos os dias, não apenas quando você dispara algo, que você compartilha o processo com todos da rede, que diferentes formas de monitoramento, aí a coisa muda de figura. Planejar uma campanha de mídia social demanda sim tempo e um investimento considerável, se você quiser retorno de verdade. Este papo de “baratinho” é também um mercado real, mas cá entre nós, faça a gentileza de deixá-lo para os sobrinhos dos empresários sem horizontes.

Não tenho a menor dúvida da eficácia quando bem feita, mas por favor, vamos entender a importância da mídia social dentro de um planejamento de comunicação, e levar o processo a sério em todas as suas etapas, não achar que é algo que se resolve com pirlimpimpim. A gente está muito atrasado para nos perdermos em verniz. A responsabilidade por fazer o mercado acreditar em mídia social é de quem deseja trabalhar com isso. O mercado anunciante de cidades como Fortaleza ainda vê este tipo de estratégia como bijuteria. Está na hora das pessoas que de fato entendem do assunto começarem a mostrar a cara para não dar espaço aos oportunistas que já começam a aparecer. Boa sorte a todos.

Fonte: http://www.fundamentalconteudo.com/?p=690

Comnexu  - Organizações sem fins lucrativos e a nova era da comunicação.

www.comnexu.net

Planeta não suporta ritmo atual de consumo de carnes e pescado

Posted by Navii On fevereiro - 24 - 2010
Um chinês consumia 13,7 kg de carne por ano, em 1980. Hoje come  59,5 kg. Nos paises desenvolvidos, chega a 80 kg por ano. No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

  • Nos países desenvolvidos, o consumo de carne chega a 80 kg per capita

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera - o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade - nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU - exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050″.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais - que só restituem em média 500 calorias na mesa - e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado - 56% nos países ricos - segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despense inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescaodres é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

Por Anne Chaon, em Paris
Fonte:  AFP UOL

Ivete Sangalo é fenômeno em todas as mídias, da TV ao Twitter

Posted by Navii On fevereiro - 17 - 2010

Cantor Tomate surpreende na TV. “Rebolation”  e” Vale Night” são os hits das ruas e do Youtube.

ivete-2010O Carnaval 2010 pode ser considerado o primeiro da era web. Ou melhor, da era Twitter. Nunca se utilizou tanto a rede social quanto na festa deste ano. Os números são impressionantes.  Fenômeno nas mídias tradicionais no Carnaval,  Ivete Sangalo disparou no Twitter. Há menos de um mês, a cantora tinha 550 mil seguidores. Terminou o Carnaval com mais de 632 mil. Só no período da festa, entre 14 e 17, ela atraiu 4.528 novos seguidores.  A brincadeira que circula na net é de que a diva foi responsável pelo “overcapacity” no Twitter, na última segunda-feira, 15.  A rede estrangulou de tantos acessos, acusando over várias vezes, coisa inédita.

No Youtube, Ivete também disparou.  Seus vídeos foram assistidos 712.606 vezes apenas durante o Carnaval. Um dos vídeos mais acessados foi o single “Agora Nós”, com o Sorriso Maroto.  A explosão de acessos se deu logo após transmissão nacional em TV do vocalista do grupo no trio de Ivete. Foi assistido 42.111 vezes após o show de Bruno.  O Asa de Águia, de Durval Lellys, emplacou um dos vídeos musicais mais executados no Youtube. O hit “Vale Night” teve 45,5 mil exibições durante o Carnaval. Os demais vídeos do Asa também foram alavancados graças ao Vale Night, chegando a 130, 7 mil exibições.

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Durval Lelys: Vale Night sensação do Carnaval

Ivete na TV

Fenômeno televisivo nos últimos cinco carnavais, Ivete Sangalo continua na frente em tempo de exibição nas emissoras de TV. Cravou 8h37min nas transmissões gerais. Nas veiculações nacionais, teve 1h59min. Atrás de Ivete, surpreendeu o cantor Tomate, dos Internacionais. Tomate ficou 8h14min no ar, com 1h45min em rede nacional.   Na sequência Daniela Mercury (7h32min), Parangolé(6h41min) e Asa de Águia (6h21min).  Nas transmissões ao vivo, Tomate saiu na frente com 6h56 minutos no ar, seguido de Daniela Mercury, com 5h24min. Rebolation e Vale Night foram as músicas mais executadas nas emissoras de TV. Rebolation, 117 vezes; “Vale Night”, 67.  “Na Base do Beijo”, considerada a melhor do Carnaval, teve 56 exibições.

Os dados são da Navii – Informação Inteligente (www.navii.com.br), empresa de comunicação pioneira no cruzamento das mídias online e offline, obtendo um quadro completo de veiculações.  A pesquisa foi realizada entre 11 e 17 de fevereiro. Foram computados dados das veiculações das emissoras de TV locais e nacionais, incluindo o canal fechado GNT - que transmitiu o Carnaval de Salvador.  Os números foram cruzados com os movimentos dos internautas no Twitter e no Youtube.  Ivete Sangalo e Asa de Águia estão entre os artistas que mais utilizaram as duas ferramentas de comunicação.

Tempo em TV – veiculação local

Ivete Sangalo

08:37:12

Tomate

08:14:31

Daniela Mercury

07:32:49

Parangolé

06:41:32

Asa de Águia

06:21:22

Banda Eva

05:59:31

Cláudia Leitte

05:15:18

Margareth Menezes

05:14:48

Chiclete com Banana

05:07:47

Cheiro De Amor

04:56:18

Tempo TV – veiculação nacional

Ivete Sangalo

01:59:56

Tomate

01:45:02

Daniela Mercury

01:43:06

Banda Eva

01:26:39

Parangolé

01:19:16

Gilmelândia

01:13:38

Margareth Menezes

01:10:49

Banda Didá

01:03:38

Psirico

00:56:01

Asa de Águia

00:54:47

Por Arthur Andrade

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Por Ernani Franklin

Hoje é muito popular no Japão beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água.

Para doenças antigas e modernas, o tratamento com água tem sido muito bem sucedido.

Para a sociedade médica japonesa, representa cura de até 100% para as seguintes doenças:

Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vómitos, gastrite, diarréia, diabetes, hemorróidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.

Método de tratamento:

1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.

2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.

3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.

4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.

5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.

6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.

A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:

1. Pressão Alta - 30 dias

2. Gastrite - 10 dias

3. Diabetes - 30 dias

4. Obstipação - 10 dias

5. Câncer - 180 dias

6. Tuberculose - 90 dias

7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diáriamente.

Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.

É melhor continuar o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas.

Beber água é saudável e dá energia.

Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.

Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar …!

Para quem gosta de beber água fria.

Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.

Uma vez que essa ‘mistura’ reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso orgnismo e danifica o intestino.

É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.

(*)Detalhe: Se antes de beber  água for feita uma reflexão consciente sobre seu poder purificador, os benefícios serão ainda maiores.

Conheça também o maravilhoso poder curativo da “água sagrada”, nossa saliva que é contínua e ininterruptamente produzida pelas nossas glândulas salivares. Ingerir saliva de forma consciente é também extremamente benéfico para todo o sistema orgânico e imunológico.

Ernani Franklin é naturista, terapeuta e mestre em Tai Chi Chuan.

Por Ernani Franklin

Partindo do pressuposto de que a abordagem macrobiótica da alimentação não é nem nunca foi proibitiva, é importante distinguir como se enquadra a alimentação, dita macrobiótica(que já não é mais macrobiótica e sim micromacrobiótica) nos seus dois aspectos:

Para fins terapêuticos específicos em problemas de saúde, que seleciona alimentos específicos em proporções específicas para efeitos de desintoxicação e revitalização fisiológica, procurando melhorar a qualidade do sangue e sistemas orgânicos.

Neste caso a ênfase é nos grãos, cereais, e vegetais com mínimo ou nenhum alimento de origem animal.

Para fins de nutrição, desenvolvimento orgânico e preservação da boa saude, que permite um leque maior de opções alimentares selecionados de acordo com a região, o clima, as disponibilidades da pessoa, buscando um certo nível de harmonização com o ambiente onde se vive.

Neste caso as proporções podem variar de pessoa a pessoa, a depender do ambiente e do clima, com uma certa proporção de proteína animal de qualidade e frutos da região, porém evitando alimentos muito processados e artificiais.

A abordagem da “macrô”  foi e sempre será “regional”. Nunca houve uma macrobiótica internacional, nem tampouco um padrão ou uma doutrina universal. O princípio filosófico que orientou a macrobiótica de George Ohsawa é regido pelos dois aspectos Yin-Yang da energia da natureza que sugere esta adaptabilidade, interatividade e complementariedade antagônica entre calor e frio, dia e noite, masculino e feminino, macro e micro cosmo, luz e escuridão, global e local.

Outro aspecto a considerar é que é difícil, senão impossível, alguém ou um dono de restaurante, seja “macrô” ou “vegan”, estimar qual parte do seu público segue ou não os princípios filosóficos que permeiam tal ou qual estilo de se alimentar. Quem poderia dizer o grau de envolvimento das pessoas com doutrinas ou filosofias?

Mesmo que haja alguns com firmes propósitos e que procurem respeitar determinado estilo, quem pode garantir ou avaliar que estejam de fato seguindo um caminho adequado para seu organismo e bem estar, e de maneira correta ou aceitável? Não há uma resposta fácil. Há quem vá a um restaurante natural por curiosidade( a convite ou sugestão de alguém), ou por questão de saúde momentânea, talvez simples relação de custo-benefício para alguns, outros por não poderem adotar cozinhar em casa, outros por mudança de consciência, outros por convicções ideológicas, ecológicas ou filosóficas, enfim, um público bastante e cada vez mais diversificado.

Apenas a própria pessoa é capaz de apreciar e colher os benefícios de uma prática criteriosa no âmbito da higiene alimentar. Se a pessoa estiver se harmonizando com o ambiente e as pessoas, mantendo bons níveis de saúde, vitalidade e contentamento, “possivelmente” encontrou um bom modelo de higiene que atenda às suas necessidades.

Caso contrário, se ela continua desarmonizada consigo e com o entorno, recorrentemente apresentando disfunções e problemas de saúde, oscilações de humor e comportamento, é claro e evidente que precisa de auxílio e que deva buscar aprimorar sua higiene na alimentação. Porém não tão somente no alimento físico, como também no alimento sutil, nas demais energias da natureza, no cultivo dos sentimentos e harmonia das emoções, nas mudanças de hábitos prejudiciais, na procura de objetivos superiores de auto-desenvolvimento e auto-preservação.

Todos estes aspectos estão compreendidos na verdadeira abordagem macrobiótica segundo a filosofia da medicina oriental( não confundir com modismos e dietas alternativas passageiras, nem tampouco com radicalismos sectários de alguns).

Muita gente pensou e continua achando que a abordagem macrobiótica é simplesmente dietética. Outro motivo de preconceito e evidente falta de entendimento. Esta abordagem é primordialmente auto-educativa desde sua proposta original(v. Macrobiótica Zen - G. Ohsawa - obra pioneira nesta abordagem traduzida em língua ocidental))

Sobre a questão dos temperos vale considerar que o uso dos condimentos e ervas aromáticos sempre é importante no aspecto da fitoterapia. Apenas o que se procura evitar quando uma pessoa tem certo problema de saúde é o excesso e abuso de determinados condimentos prejudiciais. Isto ajuda que ela recupere, inclusive, sua sensibilidade gustativa e olfativa que fica prejudicada quando se abusa de temperos e sabores fortes.

Portanto, daí a utilidade de alimentos e receitas mais simples, inclusive abstinências e jejum quando for necessário, como forma de desintoxicar, reorganizar a energia e recuperar o organismo de forma eficaz. Estando claro que uma vez que o organismo consiga se revitalizar é considerada a possibilidade de voltar a se alimentar de forma mais ampla e abrangente, evidentemente sem retornar com hábitos prejudiciais. Isto vai depender muito de cada pessoa, idade, condição energética, ritmo de vida etc.

(*) Ernani Franklin é naturista, consultor alimentar e mestre em Tai Chi

Decrescimento sustentável: crescer é mesmo necessário?

Posted by Navii On janeiro - 29 - 2010

Professor emérito da Universidade Paris XI, o economista francês Serge Latouche lança ousada tese para reduzir a devastação dos recursos naturais do planeta. Ele defende a “descolonização do nosso imaginário”.

As idéias do economista e filósofo francês Serge Latouche se chocam com o estilo de vida dos habitantes das grandes cidades do mundo. Professor emérito da Faculdade de Economia da Universidade Paris XI e do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social (Iedes), Latouche – nascido em Vannes, em 1940 – critica vorazmente o crescimento econômico promovido pelos estados. Defende com ardor uma suposta “descolonização” do nosso imaginário e uma mudança de comportamento mais ativa para salvar o planeta do esgotamento de recursos naturais. O ritmo anda acelerado e estamos consumindo demais, acredita o pensador, que construiu nas últimas décadas toda uma crítica contra a ocidentalização do mundo. Latouche é um dos principais portavozes do movimento pelo decrescimento. Tem vários livros e artigos publicados sobre o tema, inclusive no Brasil. Mas, apesar da visão aparentemente trágica, assume-se como um otimista e acredita na vontade da juventude de viver num mundo melhor.

Como o senhor define o decrescimento sustentável? Criamos esse slogan em 2002 para ir de encontro ao que todos falavam na época sobre o crescimento sustentável. Era preciso marcar uma ruptura radical, porque o crescimento não é durável. Por isso, nós buscamos esta palavra provocadora: decrescimento. O crescimento pelo crescimento ninguém acha absurdo. Então o decrescimento força as pessoas a pensar: “O que isso quer dizer?” Quando falamos em decrescimento, falamos em sair de uma religião do crescimento ligada à economia e ao progresso.

É possível alterar essa lógica? O relatório do Clube de Roma de 1972 já dizia que uma sociedade de crescimento não era sustentável. Muitos sociólogos e filósofos mostraram que ela não era nem mesmo desejada. Como as ameaças se aproximam, torna-se mais visível. O projeto de uma sociedade de decrescimento não é uma alternativa, e sim a libertação de uma ditadura econômica para reinventar um futuro sustentável. Uma sociedade não pode sobreviver se não respeitar os limites dos recursos naturais. Eu proponho um ciclo virtuoso do decrescimento: reavaliar, reconceitualizar, reestruturar, redistribuir, relocalizar, reutilizar e reciclar. Os dois primeiros termos são importantes para colocar em questão os valores comuns em nosso imaginário. Reconceitualizar é mudar nossa maneira de pensar. É uma verdadeira revolução cultural.

Mas como iniciar a mudança? Precisamos renunciar a essa atitude predadora, ter uma mudança de atitude mental. Não somente um com portamento individual e sim o produto de um sistema. Muita gente já está convencida de que não é preciso destruir todas as espécies para ganhar mais. Entretanto, são forçados pela lógica do mercado, pela concorrência e pelo marketing. Vamos então mudar de programa para depois trocar de computador. Alterar a base de produção e torná-la mais adequada às necessidades do meio ambiente. Buscar a reutilização, a reciclagem

Nosso ritmo está muito acelerado? Absolutamente. É necessário dar um basta ao consumo excessivo. Não é somente uma ação individual – porque, se apenas reduzo meu consumo, isso não mudará muito. Temos que mudar o modo de produzir as coisas. Você pode comer um bife em que o gado é criado em pastos naturais ou um bife de uma fazenda que obedece à lógica de mercado. No último caso, você come petróleo. Ele incorpora 6 litros de petróleo. Como isso é possível? O gado é alimentado com a soja que é plantada na Amazônia. Os tratores destroem as florestas, fazem a plantação e despejam os pesticidas. Tudo isso é petróleo. Devemos colocar esse sistema em causa, e não o fato de comermos um bife.

Seremos realmente mais felizes se consumirmos menos? O consumo traz cada vez menos a felicidade. Vários indícios provam isso. Muitos estudos apontam para o aumento de suicídios e a utilização de antidepressivos. O estresse tornou-se um problema grave em nossa sociedade. Mas ao mesmo tempo somos viciados nesse estilo de vida. Necessitamos de uma terapia.

O mercado de produtos orgânicos indica uma mudança de comportamento? Aqui na França, as grandes cadeias de supermercados já têm uma linha própria de produtos orgânicos e provenientes do comércio responsável. Essa tomada de consciência é importante porque um dos aspectos destrutivos do meio ambiente é a agricultura produtivista. Tudo o que seja uma alternativa a isso é benéfico. A produção familiar e sem pesticidas é uma das condições para um futuro sustentável.

Mudar a matriz energética pode ser uma das vias de solução? Como dizia a ministra do Meio Am biente da República Checa: “Quando há uma inundação no banheiro, você pode secar com um pano de chão”. O que eu faço de imediato é fechar a torneira. Enquanto não decidirmos limitar o consumo de energia, todas as soluções de energia renovável não servirão para muita coisa. A primeira coisa a fazer é fechar a torneira.

A geração de agora é capaz de fazer essa transformação? Em teoria, ela deveria ser menos capaz. Ela já está mais pervertida. O grande problema está na educação. Quais crianças deixaremos no mundo? Como nós deixamos às nossas crianças um mundo estragado, nós deixamos também para o mundo uma geração pervertida. Apesar de tudo, ainda há uma luz de esperança. Vejo uma participação crescente de jovens no movimento pelo decrescimento sustentável em vários países da Europa. Eles se organizam, tomam iniciativas. Eles querem viver num mundo melhor, salvar a humanidade e o planeta.

E qual seria então a mensagem do decrescimento? A mensagem não é somente reduzir o excesso de consumo e os danos ecológicos, mas também reduzir a quantidade de trabalho. Não é trabalhar menos para ganhar mais. É trabalhar menos para que todos possam trabalhar e viver melhor. Assim, teremos mais tempo livre para gastar com coisas que realmente valem a pena. Escutar música, dançar, jogar, pensar ou mesmo não fazer nada. Mas, ao contrário, nós nos tornamos viciados no trabalho. Os americanos inventaram a palavra workaholic. Nós quase precisamos de um curso de desintoxicação para reaprender a viver. E, nesse ponto de vista, o decrescimento é uma arte de viver.

Fonte: Planeta Sustentável (www.planetasustentavel.abril.com.br)

29.01.2010

Clipping Navii.

Ecobairro acaba de ser implantado em Salvador

Posted by Navii On janeiro - 26 - 2010

Experiência baseada nas Ecovilas de Findhorn, Escócia, é implantada na cidade baiana, segunda do país a adotar a idéia

Com participação de dirigentes do Ecobairro São Paulo, primeira unidade do programa no país, o Ecobairro Salvador foi implantado no último fim de semana (23 e 24), durante seminário na sede do Instituto Roërich da Paz e Cultura do Brasil, no Itaigara. O Roërich (www.roerich.org.br) é a organização criadora e gestora do programa no país.

O Ecobairro é baseado na experiência das Ecovilas, sistema de vida comunitária implantado em Findhorn, na Escócia. Cerca de 15 mil localidades rurais no mundo adotam o modelo.  O Ecobairro é criação made in Brasil e única vertente urbana do programa escocês idealizado por Dorothy Maclean, Peter e Eillen Caddy, em 1962.

O projeto alicerçado nos princípios da cultura de paz e educação para o desenvolvimento sustentável busca estimular, nos bairros das grandes cidades, experiências vivas de sustentabilidade implantadas nas áreas rurais. As mudanças propostas devem alcançar as pessoas nas suas casas para que repercutam no bairro, na cidade, no planeta.  Salvador é a segunda cidade do país a adotar a idéia. Brasília será a próxima.

Visão de mundo

“Buscamos compartilhar visão de mundo e trabalhar para criar comunidades sustentáveis nos bairros, fortalecendo vínculo afetivo com o lugar, despertando o cuidado com todos os seres”, registra o publicitário baiano Paullo Santos,  co-fundador do programa e um dos coordenadores do Ecobairro São Paulo.

É possível, sim, caminhar para uma vida sustentável nas cidades, reforça o economista Vitor Ades, nucleador de Economia do Ecobairro São Paulo.  Significa estimular e fortalecer a formação de redes de cooperação, dentre outras ações.

Criatividade e idéia de harmonia e diversidade inspiram as ações do Ecobairro. “Antigos saberes devem dar as mãos às mais novas descobertas científicas num movimento contínuo de reconciliação entre o velho e o novo”, anota Ades.

Este mundo sustentável valoriza a noção de comunidades, entendidas como agrupamentos humanos que prezam o cuidado com pessoas e o ambiente. Assim, uma cidade mais solidária será fruto natural da consolidação de comunidades sustentáveis, destaca Paullo Santos.

Experiência pioneira

O objetivo do Ecobairro é resgatar o bem-estar e o vínculo com o lugar onde se mora na cidade. Em São Paulo, a experiência pioneira está transformando a Vila Mariana, bairro onde está instalada a sede do programa, em referência de mobilização e força política. “Hoje temos representação política na Assembléia Legislativa de São Paulo”, diz a médica pernambucana Maridite Oliveira, nucleadora de política do Ecobairro São Paulo.

“Se não conhecemos nosso bairro e nossa rua, como poderemos cuidar deles?”, questiona Ana Maria Santos, vice-diretora do Instituto Roërich. A proposta é começar os trabalhos no Itaigara,  bairro que oferece condições para o desenvolvimento  do programa  e  sua repercussão para outros bairros,  acredita Ana Santos.

O Ecobairro propõe-se a apoiar moradores a encontrar maneiras de praticar a sustentabilidade dentre e fora de suas casas. Em Salvador, pretende estimular ações educativas, culturais, sociais e de saúde em praças do Itaigara, no primeiro momento. As atividades serão, na sequência, ampliadas para Pituba, Nordeste de Amaralina, Rio Vermelho dentre outros.  A meta é formar núcleos em todos os bairros, diz a artista plástica Denise Noronha, uma das coordenadoras do Ecobairro Salvador.  Um sonho? “Findhorn era um sonho em 1962, hoje é uma realidade em 15 mil locais do mundo”, responde Lara Freitas, co-fundadora do programa e coordenadora do Ecobairro São Paulo.

Contatos:

Intituto Roërich Salvador

Rua Afonso Ruy de Souza, 554 - Itaigara (atrás do Colégio São Paulo). 71-3357-7086